Pedro Roberto Gitirana de Araújo Guerra é bacharel em
turismo, hotelaria e lazer. Especialista em gestão estratégica de negócios e,
atua na indústria de turismo por mais de 8 anos. Já atuou em importantes
empresas brasileiras e canadenses. A Vasp em São Paulo, Banff Rocky
Moutain Esort-Banff, além da Prominas no Centro de Convenções e Feiras do
Minascentro. Atualmente, Pedro é consultor de viagens nacionais internacionais.
Pedro Gitirana tem 28 anos,e, possui laços familiares em Nova Era. Ele é filho de Solange
Maria Gitirana de Araújo Guerra e do novaerense Pedro Roberto de Araújo Guerra que trabalhou na Vale em Drumond Central alguns anos.
1) O Turismo é tido como uma fonte geradora de empregos /
renda em todo mundo, mas a população muitas vezes não enxerga o peso da
indústria turistica na economia. Você poderia nos mostrar de uma forma
resumida a dimensão deste negócio? R- Isso se deve em parte pela fama que os profissionais que se
formam nesta aérea têm de que, estes se formam em turismo para viajar. Na
verdade isso é falta de conhecimento, pois, quem se forma em turismo pode e
deve sim gostar do que faz mas acima de tudo está apto para planejar a
atividade turística em um determinado destino com potencial ou se preferir,
pode optar por atuar de uma forma mais direta nos diversos mercados que compõem
a indústria de turismo, eis alguns exemplos: companhias aéreas, cruzeiros
marítimos, companhias de trens de passageiros, agências de viagem, agências de
intercâmbio, agências de receptivo, operadoras de viagem, empresas de
organização de eventos, hotelaria, clubes de lazer, empresas de ônibus, bares e
restaurantes, locadoras de veículos, etc.
2) Mesmo com a crise economica mundial, quais as suas
perspectivas para esta industria que tem peso de destaque na economia
mundial? R-O turismo sempre sofre com qualquer burburinho na economia
mundial, afinal, devemos lembrar que fazemos parte de um tipo de consumo
considerado supérfluo. Assim, em tempos de crise, a tendência é que as
pessoas recorram primeiramente aos chamados gastos básicos e aí então, se
houver uma sobra de capital, investem na compra de serviços turísticos. Além disso, a atividade turística está muito atrelada
ao movimento cambial, as operações aéreas, cruzeiros, hotelaria, entre
outros, tomam por base o dólar americano nas suas operações, assim,
toda e qualquer variação nos valores cambiais, faz com que o mercado sofra
positivamente ou negativamente. Por fim, devemos lembrar que por ser uma indústria gigantesca, o turismo
sempre encontra saídas para não sofrer muito com as crises, pois, de uma forma
ou de outra as pessoas estão sempre demandando serviços turísticos, direta ou
indiretamente.
3) Em sua opinião o interior de Minas Gerais,
especificamente a região de Nova Era apresenta potencial turistico? R- Minas Gerais tem trabalhado o turismo na forma de circuitos,
sendo que desta forma várias cidades vizinhas se beneficiam do turismo e são
incluídas em um circuito turístico, desde que tenham vocação e razão
histórica para tal. Como por exemplo: o Circuito do Ouro, Circuito dos
Inconfidentes, Circuito das Águas, Circuito das Grutas, etc. O grande problema hoje é que Nova Era por si só
não oferece atrativos turísticos. Além do mais, a cidade é carente de
infra-estrutura básica para a atividade, o que inviabiliza qualquer
planejamento turístico para a cidade a curto prazo. A cidade precisa identificar nela mesma características suas
que são originais e que podem despertar interesse nos turistas. Alguns exemplos:
Se uma cidade possui artesãos diversos com muito talento e criatividade, isso
pode virar um produto turístico. Se a cidade oferece vales, montanhas,
trilhas e cachoeiras de rara beleza, isso pode se tornar um turismo
ecológico. Se a cidade conta com fazendas, sítios e propriedades rurais de
grande valor histórico e cultural, ali pode ser desenvolvido
um turismo rural. Vale lembrar que neste processo é fundamental que a
população se envolva no projeto da cidade e apóie a iniciativa, do contrário,
não há sucesso. Afinal, não basta fazer turismo, é preciso planejar o
turismo.
4) Quais ações estratégicas de cunho das Administrações
Publicas que poderiam ser citadas de exemplo com enfase no desenvolvimento
da economia local no negócio de Turismo? Pode citar também algo de sua
experiencia internacional. R- Um grande erro que o poder público comete no Brasil, se
compararmos a outros países do mundo, está no fato de que aqui os governos
gastam verbas elevadas na divulgação de atrativos em algumas cidades que não
estão prontas para receber turistas, há carência de infra-estrutura básica,
treinamento das pessoas, faltam acomodações, etc. Isso faz com que o
turista, principalmente o estrangeiro, vá uma única vez e não tenha mais
vontade de voltar àquele destino. Não se pode pensar turismo desta forma. O ideal é que haja
acima de tudo um comprometimento de todos (investidores + governo
+ população local) em pró da atividade turística no destino. Em segundo
lugar, o governo precisa oferecer a infra-estrutura básica, entre as quais:
rodovias bem sinalizadas e em bom estado de conservação, sinalização
indicatória dos atrativos, saneamento básico por todo o destino, atendimento de
saúde de qualidade, segurança, etc. Por último, os investimentos turísticos a serem feitos,
sejam eles privados ou público-privados precisam ser bem planejados, como a
construção de aeroportos, rodoviárias, hotéis, pousadas, bares, restaurantes,
agências, etc.
5) Para concluir, cite alguns fatores que ainda inibem
a industria do turismo no Brasil. R- A grande maioria das cidades é carente de infra-estrutura básica (saneamento,
eletricidade, comunicação, segurança, etc); - Burocracia excessiva para abertura de empresas em geral; - Falta divulgação no exterior dos destinos nacionais
considerados prontos para o turismo; - Grandes obras que viabilizariam a atividade turística em
muitos destinos estão paradas por causa de corrupção ou faltam verbas para
finalizar o projeto; - Falta treinamento de mão de obra especializada para lidar
com o turista nos mais diferentes mercados; - Turismo é um investimento de médio-longo prazo e o
brasileiro em geral é muito imediatista, aí não dá certo.
Ismael Cirilo da Costa, o "Soié"
O senhor tem dado exemplos interessantes. Falo principalmente da dedicação ao trabalho e uma liderança familiar em harmonia com a esposa que traduz muita força e essência nestes exemplos que colocamos e chega aos 80 anos participando da moderna linguagem eletrônica / Internet entre um mix de gerações. Nós da Escola de MBA da cadeira de Recursos humanos, achamos isto fantástico. Como pode resumir isto para nós?
Sempre amei o trabalho. Freqüentava o grupo escolar e nos momentos de folga ajudava o meu pai na "venda" (mercadinho) e selaria que ele possuía localizada á rua Gov. Valadares. Após concluir o grupo escolar fiz o ginasial no colégio Silvestre Moreira. Meu pai sempre confiou em mim, por isso tinha sempre alguma influência em decisões. Fui comerciante por mais de 30 anos no ramo de selaria e material de construção. O Soié Bar até hoje é lembrado por todos que o freqüentaram. Casei com 24 anos e quatro meses de idade, minha esposa tinha 18 anos e oito meses. Temos nove filhos, todos com curso superior completo em seus currículos. Nós dois sempre através de um constante diálogo, alcançávamos sem traumas o divisor comum. Data de meu nascimento: 28/10/23, posso dizer que tenho 85 anos de idade.
No correio, quando profissional, o telégrafo fazia parte da vida do senhor. Hoje o mundo da Internet, os e-mail´s, Blogs, Orkut etc. Como são estas diferenças? O senhor se sente uma pessoa do ambiente da cultura da comunicação? O correio trouxe influência? Na ECT.
Não se pode nem comparar os Telégrafos de meu tempo na ECT, com Internet. Telegrama era um meio de comunicação a distancia muito eficiente, entretanto ficou superado com a INTERNET. Hoje a ECT envia e recebe telegrama via Internet, é instantâneo. Aprecio os e.mail's, Orkut, msn, blogs. Fui funcionário dos Correios onde me ingressei em Março de 1954. Entre outras tarefas, fui telegrafista, quando se usava o código Morse, meu nome se escrevia assim:
.. ... _ _ . _ . . _ ..
Ou seja: dois pontos letra I, três pontos letra S, dois traços letra M, um ponto uma linha letra A, um ponto letra E, e um ponto um traço e dois pontos letra L . ISMAEL. Sim, admito que o correio ajudou muito. Quando me aposentei em 1979, eu exercia a função de Gerente, ou seja, chefe da Agência de Nova Era, minha terra natal.
Entre todas as cidades, principalmente da cidade de Nova Era, o senhor aparece como uma referencia de forte identidade familiar, carisma e história de morador cidadão que atravessa gerações como empregado no correio, comerciante no Soié Bar, e depois como escritor e presença forte em nossos meios tanto físico, quanto virtual. Qual o sentimento de tudo isto?
O sentimento é de alegria, admito ter cumprido todos os deveres de cidadão. Considero-me um ótimo filho, não desapontei os meus pais em nada e tenho certeza, meus filhos não queixarão nada de mim. Na parte social, cheguei a ser membro da diretoria do Automóvel Clube. Encabecei uma lista para fundação do Minas Futebol Clube, cujo nome fora sugerido por mim, hoje Minas Esporte Clube. Trabalhei como Contador Distribuidor e Partidor Judicial no foro da Comarca de Nova Era, durante muitos anos. Eu e minha esposa colaboramos também na formação do Curso Para Noivos, onde éramos coordenadores, e com muito entusiasmo fazíamos a palestra: Diálogo e Harmonia Conjugal. Alguém disse que todo homem para ser homem deve plantar uma árvore, fazer um filho e escrever um livro. Não sou escritor, mas plantei algumas árvores, sou pai de oito homens e uma moça e escrevi um livro.
O que falta ao Brasil para termos uma nação forte, comprometida com a ética, educação das pessoas, meio ambiente e valores humanos, preparada para desafios e senso de justiça social?
Falta apenas patriotismo dos homens que comandam o nosso querido Brasil. Todos eles com raras exceções são ambiciosos financeiramente, e muitos chegam a ser desonestos. Veja como a Policia Federal tem descoberto quadrilhas de corruptos e ladrões, muitos deles de colarinho branco.
Qual conselho o senhor daria para nós que estamos nos relacionando no dia a dia neste mix de idade, experiências e visão do mundo e mudanças que nos chegam?
Acho que não tenho competência para dar conselhos, mas espero que pessoas de maior conhecimento, consigam um Brasil mais humano e mais justo, para que nossos filhos, netos, bisnetos e todos que residem nesse glorioso Brasil, consigam alcançar seus melhores objetivos.
Uma Visão do Desenvolvimento do Brasil
'Falta dinheiro? Não, faltam estadistas'
Para ex-presidente da Vale, País corre risco de apagão geral e precisa de homens que pensem nas gerações futuras O nome do engenheiro Eliezer Batista é referência natural à Vale do Rio Doce, empresa na qual ingressou em 1949, sete anos depois da fundação, e da qual se afastou definitivamente quase 50 anos depois. O pioneirismo na Vale - onde deixou sua marca no Projeto Carajás (PA) e na criação do Porto de Tubarão (ES) - sempre foi pontuado pela paixão por logística e infra-estrutura.
Entre suas passagens pela presidência da mineradora, Eliezer integrou o ministério de João Goulart, a equipe de Fernando Collor, presidiu empresas privadas e passou cerca de 30 anos no exterior, alguns deles presidindo subsidiárias da Vale. Aos 83 anos, é uma das maiores autoridades em logística do País. Sobre a situação atual, diz que o Brasil corre, sim, risco de apagão geral. Como solução, defende medidas tecnicamente radicais, começando tudo de novo e aproveitando apenas parte da rede existente.
“Esse negócio de ficar com muita ideologia não dá em nada”, diz, com a propriedade de “cidadão do mundo”. Com a alemã Juta Fuhrken teve sete filhos e apenas dois deles vivem no Brasil. Hoje no Conselho Coordenador de Ações Federais do Rio de Janeiro, da Firjan, Eliezer Batista acredita que, com um atuação radical, o País reverte o déficit logístico em 20 anos. A seguir, trechos da entrevista:
Como explicar o crescimento econômico brasileiro sem investimentos pesados em infra-estrutura?
O Brasil cresceu a um custo muito alto, de fabricação de muita pobreza. Quer dizer, tem de crescer de maneira que a distribuição de renda seja boa para todos. Hoje crescemos à base de um certo número de nichos, e quem está fora não tem condição de sobrevivência. A infra-estrutura está em todo lugar. Se você quiser produzir uma coisa e levar a outro lugar, tem de transportar, armazenar, e isso é custo. Se crescermos agora 4% ou 5%, te pergunto: a energia que temos programada dá? Agora, se tivéssemos dado preferência a essas coisas imediatas para geração de renda, criação de empregos, estaríamos gerando custos de produtos mais baratos para o consumo interno e mais competitividade internacional.
O Brasil corre o risco de um apagão logístico?
Corre, claro que corre. Você vê esse anel rodoviário de São Paulo, onde roda mais de 60% da economia brasileira. Estão discutindo isso há mais de 20 anos. Por que não fizeram? Se aquilo ali enguiça, grande parte da nossa produção está bloqueada. O problema portuário é terrível. Em Sepetiba, gastamos mais de 10 anos para construir o porto. Hoje já saturamos o Tecon (terminal de contêineres) do Rio, controlado pela CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), mas a expansão dele foi bloqueada por diversas razões que estão aí, políticas e de falta de coordenação. Tudo isso se traduz em custo. O maior custo Brasil é a logística. E aí incluo insumos, como energia. Não se investiu nada em infra-estrutura, talvez nos últimos 20 anos.
Por que não conseguimos resolver isso?
Para fazer uma coisa, por mais simples que seja, tem de ter experiência. Tem de ter pessoas que saibam fazer. Não se esqueça que nossos concorrentes estão fazendo isso. Estão crescendo a uma taxa muito maior, com uma educação muito mais aperfeiçoada.
Quem trava a solução? O poder público ou a visão do empresário?
Quando você tem um empresário com a cabeça moderna, que quer aumentar a eficiência, ele depende de uma infra-estrutura que depende em grande parte de leis que são obsoletas, que não se aplicam, reformas que nunca vêm, etc.
O crescimento econômico tem sido apontado algumas vezes como a razão para o caos no transporte brasileiro....
(Interrompe) Não é assim que se raciocina. Tem de dizer: apesar de tudo ainda estamos crescendo. É o contrário.
E para reverter esse quadro?
Planejar isso de forma integrada. Por exemplo, estamos tentando fazer uma logística integrada usando terra, mar e ar, inserir a nova logística aérea de cargas e passageiros também. Com linhas regionais ligadas a esses hubs (pontos de concentração e distribuição), integrando a logística terrestre e aquática com a logística aérea. Na Europa, os aeroportos ficam distantes da cidade, mas com um transporte viário de alta velocidade.
Em São Paulo, Congonhas funciona como um hub...
Pois é, deveria haver outro aeroporto fora e ligado a São Paulo com trem de alta velocidade por exemplo. Por que não se pode fazer isso? É falta de dinheiro? Não, falta sabe o quê? Nós precisamos de mais estadistas, homens que pensem nas gerações seguintes, não só em política.
Há como calcular quanto custaria a redução do déficit em infra-estrutura e logística?
Dá pra fazer isso. Mas antes disso seria melhor calcular a integração física da América do Sul, ignorando o fato de o Brasil ser uma república federativa. A idéia é primeiro ignorar a divisão federativa. Fizemos um estudo dividindo o País em nove ou dez regiões economicamente autônomas, levando em conta inclusive o desenvolvimento regional. O Nordeste, sem o custo da divisão em Estados, precisaria, vamos supor, de R$ 10 bilhões para infra-estrutura. Se levar em conta impostos dos Estados e outros custos da divisão, esse valor cresceria seis ou sete vezes. Havia, por exemplo, dificuldade no trajeto de estradas por divergências entre Estados.
Como a dificuldade de integração da América do Sul?
Na América do Sul, teria de ser visto o lado estratégico. Fizemos um planejamento que deu origem ao programa que está em curso, de integração da América Latina. Eu só queria a integração física e eles discutem o político. Do governo Fernando Henrique para cá, politizaram tudo. Começou a disputa sobre quem vai liderar, aquela vaidade de homem, que é pior do que a de mulher. Resultado: politizaram e deu em nada.
Há solução no curto prazo para o País?
Há duas aproximações. A de tentar consertar o que existe em logística terrestre e marítima - não havíamos incluído a aérea pois não sabíamos que estava nesse estado. Tem muita coisa que dá para aproveitar na infra-estrutura. Daria para fazer um remendão, um patchwork. Outra coisa seria fazer um negócio radical: botar tudo novo, inclusive na parte aérea. Evidentemente, poderia aproveitar alguma coisa.
Nos Estados Unidos houve um período em que eles construíram uma malha viária totalmente nova. É uma proposta semelhante?
É mais ou menos isso. Eu estava lá na época. A Rússia está fazendo isso agora, estão reconstruindo tudo. Os comunistas construíram pensando no desenvolvimento da Sibéria, mas o mercado fica para o outro lado. O problema do capital hoje é uma coisa relativa. Se o dinheiro é de A, B ou C, não interessa. O que interessa é se está gerando emprego e funcionando. Mao Tsé-tung dizia: “Não importa a cor do gato, contanto que pegue o rato”. Esse negócio de ficar com muita ideologia não dá em nada.
A proposta é buscar capital externo de investidores?
Olha o que faz a China. Não interessa de onde venha o capital, contanto que tenha gente competente para geri-lo e a soberania seja mantida. A China tem um exército colossal e ninguém mete o bico.
Uma mudança radical na infra-estrutura conseguiria nos tirar do marasmo em quanto tempo?
Digo radical tecnicamente. Pelo que vi na Coréia, que conheci em ruínas nos anos 50, quando o Brasil dava de 10 a zero, e se transformou em país high tech, de biotecnologia. No Brasil, numa geração se muda tudo. Em 20 anos. É mais fácil levar um país da estaca zero, sem tradição, sem nada, a ser high tech, do que um que já tem culturas estratificadas.
Existe algum estudo sobre o que é necessário?
Fiz um estudo antes do PAC: “A arte de montar a equação logística”. Foi encaminhado ao governo.
Na área energética, as hidrelétricas do Rio Madeira e a tecnologia nuclear são soluções?
São. As duas são necessárias. Desde que se tenha o timing certo. Para a nuclear, a hora é agora, não tenha dúvida. Agora, estamos passando por mudanças de clima que podem prejudicar muito o Rio Madeira. Por que não começar primeiro por Belo Monte?
*Entrevista concedida ao Jornal “O ESTADO” às jornalistas Irany Tereza e Nicola Pamplona no final de 2007.
ROWAN PEDRO DE ARAÚJO
Rowan Pedro de Araújo,47, é nascido na cidade de Governador Valadares e a partir dos 10 anos mudou-se para Nova Era, onde foi criado pelos tios Aristarco e Darcy de Araújo. Começou a trabalhar na Vale aos 21 anos. É formado em Administração de Empresas com habilitação em Marketing e fez pós Graduação em Meio Ambiente, Economia Regional e concluiu o MBA em Gestão de Projetos, orientado pelo PMI – Project Management Institute da Filadélfia em julho de 2007.
NOVAERAONLINE - Na década de 80 você foi trabalhar no ambicioso projeto que o Dr. Eliezer Batista sonhou e realizou para engrandecimento da Vale e do Brasil. Conte-nos um pouco sobre sua passagem por Carajás.
ROWAN - Eu tenho muitas saudades desta época. O Brasil vivia a Era Figueiredo,, com anistia e um avanço com Carajás, Tucuruí e Itaipu.. Comecei na Vale como técnico de controle de explosivos das minas, e geologia. E tenho registradas 123 horas de helicóptero na Amazônia fazendo parte da equipe da Docegeo. Tornei-me um apaixonado pela Amazônia paraense. Estava com meus 21 anos e me juntei a muitos colegas do Pará, Itabira, Nova Era e outras cidades. Fiz grandes amizades., Eu e meus amigos daquela idade estávamos longe das praias, Shoppings e diversões. Trabalhávamos muitas vezes em horas extras com profissionalismo e companheirismo. Tudo era compensado com um orgulho de trabalhar em Carajás. Era inicio dos anos 80 e o Projeto era a vitrine do mundo e pujante, porque mudava muitos conceitos da mineração tradicional Tínhamos de extrair minério, processar e embarcar sem degradar o meio ambiente em todas as fases do projeto e para estas garantias havia normas negociadas com bancos internacionais que possibilitaram o financiamento da implantação e que eram vinculadas a isto, e que impunham a proteção ambiental. Isto entrava no nosso sangue. Éramos profissionais da vanguarda no trato ambiental. A teoria do Desenvolvimento Sustentável estava aplicada em Carajás de e nascia lá de uma forma pioneira sob o comando do Dr.Eliezer como modelo e toda comunidade ambientalista do mundo aplaudia Carajás. O empreendimento estava orçado em mais de 3 bilhões de dólares, muito dinheiro na época. E um forte trabalho de otimização e Engenharia reduziu os custos de implantação sem perda de tempo e eficiência, assim sobrou dinheiro, um fato ímpar na historia de implantação de projetos no Brasil. E Carajás era manchete da Economia e do Desenvolvimento nacional. Havia repórteres, europeus, asiáticos, o pesquisador francês Jacques Cousteau e equipe viam aquela realidade diferente do Projeto e parabenizavam do simples operário ao mais graduado engenheiro pelo sucesso do projeto em todos os níveis. Isto mostrava uma face, da nossa tecnologia, competência brasileira, preocupação ambiental e empenho. Resumia isto tudo, no sucesso e uma satisfação ímpar de ver a Engenharia Nacional sendo admirada em todo planeta; e com a nossa qualidade de trabalhador brasileiro diante aos povos de primeiro mundo. Gerava neste ambiente um sentimento de patriotismo, civismo e carinho com o Brasil. Lembro-me que nos jogos da seleção brasileira, quando era tocado o hino nacional, parecia que o globo terrestre, o planeta, o mundo ficavam verde e amarelo, era uma vibração de ser brasileiro. Eu faria tudo novamente, porque aprendi a gostar de meu país neste ambiente de trabalho sério em uma empresa séria com grandes profissionais, que orgulhavam daquilo que faziam.. Temos o nosso nome escrito como Pioneiros no Memorial Oficial de Carajás, que ficará para eternidade Eu me lembro com saudades deste tempo. Sinto muito orgulho de ser pioneiro neste projeto.
NOVAERAONLINE - Quais foram as grandes dificuldades encontradas?
ROWAN - A saudade de Minas Gerais, a distancia, o aeroporto que fechava justamente no Natal, festas de fim de ano, devido ao mau tempo das pesadas tempestades amazônica, que também acabavam com as rodovias. No trabalho de rotina exigia muita criatividade, porque Carajás era isolado e tínhamos de adaptar peças, buscar soluções com poucos recursos, comunicação não tinha a tecnologia atual e por aí afora. Os desafios eram vencidos pela união das equipes, ajuda mutua, profissionalismo e vontade de vencer. Fazer Suprimento na Amazônia Paraense a cerca de 25 anos atrás não era tão simples. Tive uma malária que quase me matou. Eu emagreci 9 Kg em 11 dias e demorei 68 dias para me recuperar. Fui tratado por médicos do Exército do Batalhão de Selva de Marabá e no inicio gripava muito, devido à elevada taxa de umidade de ar da Amazônia paraense, mas adaptei rápido. As dinamites que usávamos nas primeiras detonações eram à base de nitroglicerina e todo cuidado era pouco. Depois a engenharia de produto da indústria de Explosivos colocou no mercado produtos altamente seguros e a Vale os adotou embora mais caros, prevaleceu a política de segurança da empresa nos protegendo de acidentes, mesmo com um custo elevado. A Vale sempre teve esta preocupação..
NOVAERAONLINE - A questão cultural lhe causou algum impacto?
ROWAN - Muito, porque eu assustei com o crescimento da região norte, a alimentação, sotaque das pessoas, isolamento. Eu cheguei vendo Carajás com 35 mil homens na construção, Serra Pelada a 70 Km dali com 60 mil homens no garimpo de ouro. Na Barragem de Tucuruí havia uns 60 mil homens e os projetos de alumínio da Vale aqueciam a região de Belém As mulheres eram poucas para tantos homens, e existiam zonas boemias de mais de 5 Km. Os supermercados, padarias, lojas não estavam preparadas para a expansão demográfica e as vezes chegavam mercadorias de avião, porque as chuvas de novembro a maio interditavam as rodovias. Havia nas cidades adjacentes a Carajás muita violência, crescimento das cidades sem planejamento, forte imigração e as fazendas gigantescas nasciam. Fazendeiros de 600 alqueires e 1.000 bois eram pequenos naquela época. Havia fazendas com 30 mil bois. E no ambiente de Carajás, existia toda uma Política de Desenvolvimento Sustentável traçada pelo Dr.Eliezer como presidente da empresa, que era equivalente ao primeiro mundo, mas dentro da Amazônia, o que fez Carajás a primeira mineração a obter certificado da ISO 14.001. Tínhamos alimentação ótima, conforto, moradia e moral elevada. A questão do susto inicial, a diferença regional, a saudade eram superadas pela união dos empregados, o respeito, a vontade de vencer, o orgulho de estar inserido no Projeto pujante e daquela importância para a Economia Nacional. O ambiente interno da Vale transmitia um impacto positivo pela peculiaridade e estar nos padrões tecnológicos e de Gestão do Meio Ambiente de primeiro mundo, precedido de uma vida com segurança e conforto. Então estes impactos culturais tinham duas vertentes bem definidas que traziam grande experiência conhecimento das culturas regionais vivenciadas por nós. Existiam em Carajás de índios as pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo, convivendo e trabalhando juntos em um mesmo espaço.
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NOVAERAONLINE - Quantos anos você trabalhou em Carajás?
ROWAN - Foram 11 anos nas minas de Carajás como Supervisor Geral de Explosivos e Combustíveis e 6 anos na Estrada de Ferro Carajás como Gerente Técnico da Administração em Parauapebas a cerca de 35 Km da sede da Vale em Carajás. Eu saí de uma área técnica para uma área de gestão e relações com a comunidade, ao longo da ferrovia; e nesta mudança comecei a estudar em minha casa todas as noites e ministrar treinamentos. Fazia minhas pesquisas de Energia Alternativa e temas de Administração, Meio Ambiente e Qualidade Total, li muito Masllow, Taylor, Fayol, Deming, James Teboul, Kotler, Crosby e outros gurus da Gestão Empresarial Tinha um ótimo relacionamento na cidade, sendo convidado para candidatar a algumas coisas, ,mas sempre achei política uma coisa complicada. Ganhei com isto 14 afilhados de batismo nesta cidade e fui presidente da ASFEP – Associação dos Ferroviários de Parauapebas por 2 vezes. Até hoje tenho a minha casa alugada, que tem até baia para abrigar um cavalo, e dos fundos sou vizinho do Rio Parauapebas e do outro lado com a exuberante floresta verde da amazônica, que é da Vale. . .
NOVAERAONLINE - Quando retornou para o sudeste? E onde foi que você veio trabalhar?
ROWAN - Retornei para Nova Era em 97 e tive o prazer de trabalhar lado a lado com você, Auires e Domingos em Drumond. Percebi que havia um clima de harmonia profissional bem parecido com Carajás Fiquei pouco tempo na terra onde me criei, porque fui convidado para ocupar uma vaga em Vitória com algumas vantagens profissionais, mas quando que me formei depois recebi um convite para ser o Gerente de Administração da Urucum Mineração, empresa da Vale na cidade de Corumbá no MS na divisa com a Bolívia e aceitei. Depois de dois anos retornei para Vitória, onde estou a como Gestor de Empreendimentos.
NOVAERAONLINE - Sabemos da proximidade sua com Dr. Eliezer. Fale um pouco sobre esta amizade de logos anos que vocês partilham.
ROWAN - Eu o conheço a cerca de sete anos, e logo que entrei na Faculdade deparei com um trabalho de Logística Estratégica e fui ao RJ em sua sala pedir ajuda. Fiz contato antes, me apresentando as suas irmãs de Nova Era e de lá para cá, considero como um pai. O admiro pela simplicidade e pela capacidade de transmitir um conhecimento apurado, uma visão ímpar do Brasil e do mundo em todos os sentidos. É de uma inteligência extraordinária e aos 83 anos é exemplo de dedicação ao trabalho e amor às coisas simples da vida. Está sempre aprendendo e ensinando; e sãos ações que sempre tentei copiar dele. O visito sempre como fiz no Ano Novo. Ele está muito bem, me deu uma aula de Agroecologia falando do Café Orgânico, pesquisas, valores humanos e potencial natural que temos no Brasil, mas ele tem uma preocupação constante com o aquecimento global a água e a educação no Brasil.
NOVAERAONLINE - Conte-nos um pouco da sua formação acadêmica
ROWAN - Eu formei aos 41 anos, não era o mais velho da sala de Administração com Habilitação em Marketing, mas o mais experiente de trabalho e andanças. Tinha idade para ser pai de alguns alunos e era respeitado. Fundamos um Grupo de Pesquisas Acadêmica, muito interessante e demos palestras até na Universidade do Uruguai e Argentina, como convidados e premiados. Eu era Coordenador de Pesquisas e tive muita ajuda do Dr.Eliezer. Eu fazia os trabalhos com base na literatura que eu ganhava dele ou conversava sobre aquele assunto; e sempre compartilhei estes valiosos ensinamentos com os meus professores e colegas. Nunca fui egoísta, o que me valorizava mais entre eles até hoje.. Recebi 3 prêmios em Seminários Acadêmicos e sempre os dividi com os colegas, inclusive seguindo os seus conselhos de que conhecimento nunca é absoluto, e desde a graduação não parei mais de estudar. Fiz algumas pós-graduações e quero fazer mais uma; se Deus quiser. A nossa visão, o nosso conhecimento e às vezes até as nossas atitudes podem ser umas sucatas amanhã se não estivermos em dinâmica com as informações.
NOVAERAONLINE - Apesar de distante, e por gostar de Nova Era, diga, como vê a atual administração municipal?
ROWAN - Eu visitei Nova Era a cerca de 30 dias e o aspecto visual da cidade está muito bom. Isso é inegável, a cidade está mais humana, verde e receptiva trazendo um aspecto de limpeza e cuidados positivos. Quando fiz pós-graduação em Economia Regional, um professor de Geografia Humana, o.Silvio Dantas, também Consultor de Gestão Publica, batia muito nas teclas dos indicadores de desenvolvimento dos municípios, Os de Nova Era eu não conheço. As Administrações Municipais no meu entender devem ser avaliadas neste prisma, ou outro indicador medido tecnicamente dentro do desempenho da Gestão Publica. Algumas prefeituras têm site com gráficos, números, considerações, fatos relevantes e o desempenho da gestão municipal, o que facilitava uma pesquisa e poder dar uma opinião ou uma resposta com base em fatos e dados consistente. A população é cliente da prefeitura e deve ter acesso a estes dados. Eles devem ser conhecidos desde estudante de I grau ao empresário mais forte, inclusive o Planejamento Estratégico do município, deve ser amplamente divulgado para a população, ele é o balizador das realizações e pode servir para medir a eficiência de uma administração municipal.
NOVAERAONLINE - Você teria sugestões que poderiam ser aplicadas para o desenvolvimento da cidade?
ROWAN - Eu estou longe daí, e totalmente fora desta região, mas vejo a necessidade de um Projeto focado na união de esforços entre todos os novaerenses com uma ampla conscientização, preparo para mudanças, começando por todas as lideranças de forma integrada e motivada. Deixar algumas políticas de lado e pensar em crescimento Vale lembrar que a Economia de Nova Era está centrada na classe de aposentados e esta renda é vulnerável. A cidade está cada vez mais imprensada em cidades maiores e é preciso ter solução criativa, para tirar proveito desta condição. O município tem ótima posição geográfica e logística. Sou da opinião de que no século XXI o planejamento e o estudo permitem uma maior possibilidade de êxito. É necessário estudar a vocação regional com verdadeiros Especialistas de Visão Moderna em conjunto, com a comunidade e lideranças. Avaliando riscos, respeito à cultura local, discutindo estratégias, e decidindo o rumo mais indicado. Cidades de muito menos potencial desenvolveram, mas todas com união dos habitantes, cooperativismo industrial, políticas de integração empresarial, parcerias e uma grande força de vontade e trabalho. Para falar em Projeto de Desenvolvimento na realidade de Nova Era, temos primeiro de formar uma visão sistêmica de preparar o sistema de desenvolvimento planejado para as pessoas, e as pessoas, lideranças, comunidade, para o sistema proposto, onde o apoio popular e os objetivos de progressos consolidam uma cultura local. Entre os Sponsors (Patrocinadores do Projeto) e Stakholderes (afetados pelo Projeto) e que unindo os recursos tendem a crescer.
NOVAERAONLINE - Hoje como você vê o Brasil?
ROWAN - Eu tenho medido o avanço da Economia Nacional pela movimentação que vejo nos portos de Vitória da janela de minha casa, e lendo sobre os efeitos da Economia da China no mundo todo. Estamos perdendo o bonde com o crescimento tímido e muito inferior ao Chile e Argentina de economias bem inferiores a do Brasil, isto me deixa inquieto. Deveríamos estar crescendo mais, se o governo tivesse uma Visão Sistêmica de Gestão Aplicada a Logística considerando investimentos na Infra-estrutura do país, porque gastamos cerca de US$ 75 bilhões em logística de transporte de cargas ou 12,4% do PIB, e se implantar projetos já mostrados por técnicos competentes brasileiros geram uma redução de US$ 20,5 bilhões / ano no custo logístico. Então não temos como competir de forma vantajosa com outros paises além das altas taxas portuárias. De outro lado, estamos tendo apagões até de mão de obra com um crescimento ainda tímido, repito. Não estamos preparados para crescer E o problema é de gestão. Precisamos de mais técnicos e menos políticos nas pastas do governo. O político não tem habilidades para gerir desenvolvimento tecnológico, econômico e estratégico nestas dimensões, e são raríssimas exceções. Um exemplo técnico foi Wilson Brumer no sucesso do governo de Minas. A técnica enxerga estratégias de desenvolvimento e tem raciocínio lógico, implementa, planeja e cria elementos de aporte e previsibilidade, além de gostar de trabalhar com metas arrojadas de tempo, valor e ganhos. O político já atua em conveniência e com metas de ganhar espaços na política, e nem sempre isto é coletivo e benéfico em diversas partes. Nós não vamos crescer o esperado e teremos uma nação de pouco conhecimento, se a educação do país para o cenário industrial continuar fraca. Acabaram aqueles técnicos de 2º grau de nossa época que saiam da escola para dar show de conhecimento no campo, justamente em um momento ótimo da indústria no Brasil. Faltam cientistas e engenheiros. Vejam que temos uma péssima distribuição de renda. Ocorre uma fuga de cérebros brasileiros para as empresas e Universidades do primeiro mundo, o que reduz o nosso avanço cientifico. Há estudos que mostram 48% dos empregados brasileiros com dificuldades na comunicação escrita, 34% possuem pouco conhecimento e 58% com dificuldades de se relacionar no trabalho. A carga tributária de telecomunicação é 42%, no Brasil, contra 22% da Argentina, 18% no Chile e 5% nos EUA. O Brasil tem 180 cientistas para cada milhão de habitantes, a Argentina 700 e os EUA 3800. Nos EUA em 1000 habitantes, 620 possuem Internet, Na Argentina 53 e no Brasil 45. Estamos no analfabetismo digital. Temos muitos celulares, mas poucos computadores. Um estudante na união européia fica 16 anos na escola, no Chile 10, no Brasil 6. Estamos abaixo de nossos vizinhos. Lamento também que grandes profissionais, turistas, diretores de multinacionais tem deixado o Brasil pela falta de segurança. O transito vem matando como a guerra do Iraque e o desmatamento da Amazônia e o ciclo ativo da corrupção já se transformaram em câncer da nação. O povo reclama de saúde etc. Mas tivemos avanço na tecnologia de informação. Vejam que na apuração das eleições estamos acima dos americanos, eles estão primitivos e gastando muito papel à-toa, são antiecológicos. Na medicina o tratamento da AIDS merece aplausos. Existem no Brasil problemas maiúsculos e de soluções ainda minúsculas, mas o emblemático para mim é a educação.
NOVAERAONLINE - A questão ambiental, o aquecimento global são assuntos que você discute há alguns anos, por isso, fale um pouco sobre a questão da Amazônia.
ROWAN - Desde 1990 eu escrevo sobre Efeito Estufa e Preocupação com a Água, por ter admirado tanto a Amazônia. Acho que a uma das funções do Exercito brasileiro, uma instituição confiável, deveria ser a defesa e a educação ambiental em toda Amazônia com poder de punir exemplarmente quem polui as águas degradam e queimam as florestas. Eu conheço seguramente uns 25% de toda a Amazônia, e vejo durante mais de 26 anos, só promessas políticas de Defesa da Amazônia, até na ONU. a moda é colocarem-na no cenário global, mas nenhuma ação local eficaz foi tomada. Poderia se criar o MINISTERIO DE DEFESA DA AMAZONIA, mas com sede na Amazônia mesmo com mão de ferro e longe de Brasília, porque a Amazônia nunca esteve ao lado do lago de Paranoá. “O Desenvolvimento de Um Povo, se mede Pela Sua Preocupação Ecológica” e já vi o Dr.Eliezer pronunciar estas palavras. A comunidade cientifica atribuem ao homem as causas do aquecimento global. Grandes problemas ocorrerão, infelizmente. Se tratando da Amazônia, lembro que ela está inserida também nos paises andinos vizinhos e lá nascem rios potenciais e não adianta esforços só no lado do Brasil de defesa deste patrimônio. Os vizinhos devem adotar posições sérias de preservação ambiental.
NOVAERAONLINE - Quais são os seus projetos que deseja realizar?
ROWAN - Continuar como micro-criador de cavalos Mangalarga Marchador e efetuar trabalho voluntário em uma ONG de amigos de Faculdade sem fins lucrativos no ES, destinada a elaboração de projetos sustentáveis, ecológicos, atividade de ecoturismo, turismo rural, turismo eqüestre e desenvolvimento local, para ajudar os hospitais que possuem banco de leite, crianças portadoras de câncer, equoterapia, APAE, crianças abandonadas e casa do asilo. Quero juntamente com a minha esposa, que é Engenheira de Software, Banco de Dados e Inteligência Artificial, consolidar estas coisas. Levo uma vida simples, sempre no meio rural e acadêmico e voltarei a dar aulas em 2008 em uma Faculdade, este é projeto que mais tenho trabalhado e espero me reencontrar em 2008.
NOVAERAONLINE - Fale um pouco sobre a Vale.
ROWAN - Cresceu muito, com uma forte atuação no exterior e passa por um momento histórico no mercado mundial do minério de ferro. Está muito competitiva. O aquecimento da economia da China e de outros paises puxaram o consumo do Aço e uma grande cadeia industrial em escala nunca vista.
NOVAERAONLINE - Agora deixe algumas palavras para o povo de Nova Era,e, principalmente aos leitores o novaeronline.
ROWAN - Que cuidem da cidade, das crianças desta terra e as eduquem bem, unam as suas forças em prol do município, usem a inteligência, a vontade de trabalhar e espelhem nos grandes exemplos desta terra, que saíram para outros lugares e venceram carregando o nome e a cultura de Nova Era.
Falo com toda certeza, após minhas andanças, morando em 5 estados, e conhecer 8 paises, que é muito difícil encontrar um lugar de tanto calor humano, gente simples, honesta, inteligente, trabalhadora e hospitaleira como vocês. O maior patrimônio desta cidade são as pessoas e as crianças que aí estão. E isto deve ser visto como o passo de numero 1, para atingir qualquer objetivo que as pessoas desta cidade almejam. Acho que o Reinaldo acertou em criar o navaeraonline em uma moldagem perfeitamente profissional. Está de parabéns. A Informação é o combustível do século XXI que une o elemento humano à capacidade de grandes realizações e evolução humana, cultural, cientifica e tecnológica através do conhecimento. Obrigado por esta oportunidade, eu tenho tido prazer em ver diariamente este site. Fiquem com Deus! 11/01/2008
BENITO DE ARAUJO
Benito de Araújo, 70, casado com Elza Martins da Costa, cinco filhos, é empresário no ramo de hotelaria e combustíveis, ex-jogador e ex-presidente do Minas Esporte Clube, ex-vereador e ex-prefeito,ex-presidente do Automóvel Clube e Lions Clube. É o atual provedor do Hospital São José e presidente da Associação Comercial e Industrial e Agropecuária de Nova Era (ACIANE) e recentemente foi eleito vice-presidente da Federação do Comércio de Minas Gerais.
Novaeraonline - Você é candidato à Prefeito? Benito - Sou pré-candidato pelo DEM (Democratas, antigo PFL). Dependo ainda de ser escolhido e confirmado o meu nome na convenção.
Novaeraonline - Como andam as conversas para as coligações? Quais os partidos possíveis a fazer coligação? Benito - Estamos conversando com o PT, PDT, PV, PSB, enfim estamos nos unindo para levantar as necessidades de Nova Era.
Novaeraonline - O que se ouve nas ruas da cidade é que se a atual prefeita buscar a reeleição terá um forte apoio popular. Como vencer as eleições? Benito – Olha. Eu vou te falar o que aprendi com a vida. Todo mundo faz falta, mas ninguém é insubstituível. Pela pesquisa ela tem sido muito boa, tem feito muitas obras, mas na realidade tem muita coisa pra se fazer. Por um lado ela tem feito muitas obras, mas tem deixado a desejar no lado social.
Novaeraonline - O quadro político para a campanha à prefeitura já está fechado? Ou ainda pode aparecer mais algum candidato? Benito – Eu acredito que devemos nos unir, para derrotár a atual prefeita, por que se dividir não ganha dela. Então devemos apresentar apenas um candidato, e modéstia parte, o único candidato que tem condições de vencer a Laura sou eu.
Novaeraonline - Quais são suas perspectivas caso venha ser candidato e vença as eleições?Você já possui algum plano de governo? Benito – Já tenho um plano para governar Nova Era. Só para dar um exemplo, temos coisas fáceis de resolver. A primeira coisa é um plano para a área rural, que contempla a construção de um matadouro municipal, e, incentivar a criação do gado leiteiro com ajuda da EMATER. Acredito que estas ações irão gerar 600 empregos diretos na cidade. Na área da educação, quero incentivar a implantação de novos cursos profissionalizantes, além de comprar três ônibus para atender aos estudantes que freqüentam aulas nas cidades da região. Eles pagarão apenas um terço do valor da passagem que é simplesmente para pagar os custos do combustível e manutenção. Na área da saúde buscarei aumentar o efetivo de médicos que atendem no Hospital São José. Na área de esportes, quero implementar e apoiar, criando a Secretaria de Esportes e Turismo. Nos finais de semanas os ônibus servirão para transporte dos times. Também quero dizer que levo em meu carro um caderno, onde faço todas as anotações de reivindicações da população. Por exemplo, no bairro Sagrada Família será construída uma área de esporte próximo à ponte pêncil, ligaremos a Avenida Juca Batista até o bairro que poderá vir a ser utilizada mão e contramão e possibilitará um transito melhor de veículos. No final da Rua Celestino de Araújo (antigo cai n’agua) faremos um centro esportivo, e para finalizar o que a atual administração fez com o centro da cidade, faremos com os bairros.
Novaeraonline - Como você vê a atual administração? Benito – Anda muito bem, não tenho como falar diferente. A atual administração peca apenas no social. Eu passei a prefeitura com as finanças bem enxuta, fiz algumas obras, e, não pense que o povo esquece.
Novaeraonline - Você é o atual presidente da Associação Comercial. Qual é o percentual de adesão do comerciante Novaerense junto à ACIANE? Benito – Nós temos oferecido diversas oportunidades aos nossos associados, e, devido a vários convênios firmados pela ACIANE tais como com a UNIMED, Caixa Econômica Federal o nível de adesão é muito bom, pois temos mais de trezentos sócios atualmente, além de prestarmos alguns serviços aos nossos associados, por isso acredito que todos estejam satisfeitos.
Novaeraonline - Quais são os projetos para o ano de 2008 junto a ACIANE? Benito – Estamos trabalhando em rítmo acelerado. Já temos um projeto para construção de sede própria, pois hoje estamos em um local em regime de comodato com a prefeitura e deve vencer em 2010.
Novaeraonline - Benito, você é o atual presidente da Associação Caridade São José, ou seja, você o atual provedor do Hospital São José. Sabemos que o Hospital passou por uma grave crise financeira. Hoje, qual é a situação do nosso Hospital? Benito – Hoje atravessamos uma fase mais tranqüila, por que tivemos uma ajuda do Deputado Mauri Torres através de uma verba de custeio e também recebemos ajuda mensal da prefeitura na ordem de R$ 28.000,00(vinte e oito mil reais) que serve para pagamento do plantão médico do hospital, e isto tem ajudado bem o hospital que se encontra com suas finanças equilibradas. O nosso grande problema hoje é a falta de médicos. Atualmente a grande necessidade é de um médico pediatra e um ortopedista para atendermos melhor a nossa população.
Novaeraonline - Quais são as ações que a direção do Hospital está dando ou poderá dar para que o Hospital São José não mais corra o risco de fechamento? Benito – Estamos conversando com diretores da Fundação Dom Camilo que administra hospitais em Itabira e Mariana. Eles já visitaram o Hospital São José, e gostaram da estrutura. Eles possuem uma experiência e muitos médicos para aumentar e melhorar o atendimento. A minha expectativa é de que a parceria dê certo, pois não acredito que eles percam tempo com o que não lhes interessam.
Novaeraonline - Sabemos da atual política do Governo do Estado em transformar os hospitais da região em apenas Postos de Atendimento. Qual é a situação do Hospital São José com relação a este assunto? Benito – Eu entendo que a intenção é não deixar que estes hospitais fechem, mesmo que estes venham a se transformar em Pronto Atendimento. O que eu posso dizer é que a Fundação Dom Camilo conta com o apoio do Governo do Estado, e temos que esperar.
Novaeraonline - Conversamos com algumas pessoas na cidade, e, certificamos de que existem rumores de uma possibilidade de que a administração do Hospital São José possa ser passada para a APENE. Poderia comentar o assunto? Benito – Realmente eu cheguei a conversar com o presidente da APENE “ Cici” e depois conversei com a diretoria, por que o caso da APENE é consulta, e o caso do hospital é um pouco mais complexo, mas independentemente de fechar o entendimento com a Fundação São Camilo, iremos voltar a conversar para juntos vermos o que podemos fazer para melhorar o atendimento da população de Nova Era.
Novaeraonline - É de conhecimento público a formação de entidades que auxiliam os hospitais. Podemos citar como exemplo “Os Amigos do Mário Pena” e recentemente João Monlevade se criou “Os Amigos do Hospital Margarida”. Gostaria de saber se o Benito Araújo apoiaria este projeto? Benito – Eu acho muito importante em servir e apoiar esta bandeira. Seria bom demais para o Hospital São José e, principalmente à população de Nova Era.
Os cantores Sebastião Ribeiro de Almeida e Geraldo Alves do Santos, uma das duplas mais conhecidas do Brasil, Gino e Geno, são mineiros e, já estão na estrada a mais de 37 anos. A dupla construiu a carreira cantando, no inicio, em circos. Hoje, os artistas possuem uma carreira sólida e invejável. Já gravaram 22 discos e 2 DVD’s. Gino e Geno emplacaram vários sucessos pelo país. O primeiro grande sucesso foi a música "As águas de São Francisco". Após uma parada, a dupla retornou emplacando inúmeros sucessos como Mulher que não dá voa, Eu vou beber veneno, Bebo pra carai, Eu já fui de você, A galera do chapéu, além de gravar uma música em homenagem à Nossa Senhora da Aparecida, dentre outros hits. + fotos pag.Na Balada
Novaeraonline - Por que Tiãozinho virou Gino e Geraldo virou Geno? Gino & Geno - O nome artístico tem que ser mais ou menos diferente do próprio, e na época tinha dois irmãos da Jovem Guarda com o nome de Deno e Dino e em vez da letra “D” colocamos o “G”.
Novaeraonline - Qual é a importância do Rick na carreira de Gino e Geno? Gino & Geno - O Rick tem uma grande importãncia. Ele faz parte do nosso sucesso, e, além dele nos ter dado uma oportunidade de gravarmos em uma grande gravadora, nos ajudou a selecionar um repertório inteligentíssimo, que podemos citar as músicas como Coração Cigano dentre tantas outras que estouraram. Por isso considero o Rick como uma parte do Gino e Geno.
Novaeraonline - O que vocês acham da nova música sertaneja? Gino & Geno - Mudou muito, mas para melhor. Hoje os estúdios estão muito modernos, e, as rádios tanto as AM’s ou Fm’s mandam para o ar toda a qualidade conseguida no estúdio,e isto nos ajuda muito, pois isto mostra a qualidade das gravações.
Novaeraonline - A dupla possui várias músicas de sucesso, mas tem uma que gerou muita polêmica entre as aeromoças, que é musica "Mulher que Não Dá Voa". Conte um pouco sobre esta estoria. Gino & Geno - É naturalmente, quando a gente canta “Mulher que não dá” as pessoas já pensam naquilo, mas nós queremos dizer é que mulher que não dá carinho, mulher que não dá problema. Tem muita coisa que mulher dá, e que não é aquilo. Então este duplo sentido valeu muito pro sucesso da música.
Novaeraonline - A indústria fonográfica está em decadência. Os artistas no Brasil e no mundo enfrentam problemas com relação ao direito autoral. Como resolver esta situação? Gino & Geno - Vemos como um beco sem saída para a indústria fonográfica, mas o artista pode fazer gravações independentes que a pirataria leva pra ruas e divulga logo, e nós fazemos shows e dá pra sobreviver. As gravadoras realmente estão falindo, e não vejo outro caminho. Nós conseguimos baixar os preços com as gravadoras. Eles vendem mais caros nas lojas, mas nós até interamos do nosso bolso para vendermos a um bom preço ao nosso público.
Novaeraonline - Ambos são do interior de Minas. Conte um pouco sobre o inicio da carreira . Quais são as pricipais influências da dupla? Gino & Geno - Só para ter uma idéia, no início fizemos muitas apresentações em circos nas cidades de Coronel Fabriciano, Ipatinga, Valadares e o dinheiro era pouco. Lembro-me que parávamos em Fabriciano para almoçar e muitas vezes comemos apenas pães, e o que mais me marcou era o cheiro gostoso de um bife acebolado que naquela época muitas vezes o dinheiro não dava. Por isso que hoje a gente corre atrás, e as coisas mudaram para melhor. Muitos, hoje, já começam gravando um disco e vendendo. Certamente tudo que passamos serviu de lição para Gino e Geno, e graças a Deus estamos numa boa agora. Sobre as influências,tivemos varias e, podemos citar Siveira e Silverinha, Praião e Prainha e muitos outros.
Novaeraonline-Muitas músicas do repertório da dupla transmitem alegria e muita animação, e algumas poderiamos dizer com duplo sentido. Vocês aham que é por este motivo que a dupla possui muitos fãs jovens? Gino & Geno – Sim. Eu acredito que é uma das coisas que atraiu o jovem. Nós somos a primeira dupla a usar o palavrão, mas a gente chega só até o meio e não termina, e isso contribui muito para que o jovem conhecesse o Gino e Geno.
Novaeraonline - O que vocês acharam do público da Cidade de Nova Era e região? Gino & Geno – Ficamos encantados com o público. Vimos muitos jovens e gente de todas as idades. Em um momento do show uma senhora levantou uma criançinha com apenas 1 ano e meio, isto me emocionou e isto é mais um prêmio para nossa carreira. O show em Nova Era foi mais um prêmio pra mim por que no meio de semana vimos um gramado e camarote lotado.
Novaeraonline - Gostaria de agradecer pela atenção e pedir para deixarem um recado para os leitores do novaeraonline e fãs do Gino e Geno? Gino & Geno – Estamos aproximando do fim do ano e queremos desejar um Feliz Natal e um Ano Novo também com muita esperança. É o que desejamos a todos. A gente se ver por aí. Um abraço.
Edson Vander da Costa Batista, que adotou o nome artístico de “Eduardo Costa”, é belo-horizontino nascido em 13/12/1979 tem uma história de sucesso construída enfrentando muitas dificuldades. É filho de João Batista e Maria Raimunda da Costa. Morou em várias cidades do interior de Minas, Goiás e São Paulo. Descobriu seu gosto musical participando junto com familiares de Folias de Rei aos cinco anos de idade. Apresentou-se profissionalmente aos quatorze anos. É um artista autodidata e participou de várias bandas e também de uma dupla sertaneja. Eduardo Costa é cantor, músico e compositor. Ele gosta de estar entre amigos, além de tomar uma boa cachacinha acompanhada de um frango caipira com quiabo. O cantor gosta também de contar causos, mas a sua maior paixão é sua viola caipira. Sua maior influência musical é o cantor Barrerito do Trio Parada Dura, e é fã de artistas como Gino e Geno, Tião Carrero e Pardinho, Liu e Léu, Renato Teixeira, Milionário e José Rico, Teodoro e Sampaio.
Novaeraonline - Existe uma polêmica, inclusive a imprensa já divulgou dois locais do seu nascimento. Você nasceu em Santa Luzia ou Belo Horizonte? Eduardo Costa - Eu nasci em Belo Horizonte e moro em Santa Luzia.
Novaeraonline - Você começou precocemente na música. Quais foram suas dificuldades enfrentadas por começar profissionalmente com apenas quatorze anos? Eduardo Costa - Acredito que as dificuldades que enfrentei são as mesmas que quase todas as pessoas que buscam uma profissão enfrentam, por exemplo, as dificuldades de tocar em rádio, as dificuldades de arrumar bom maestro, bons músicos. Eu passei por todas as fases na música. Primeiramente fui compositor e sou até hoje e, em seguida parti para carreira solo que sou o primeiro que deu certo, e fico feliz por fazer parte da história da música sertaneja.
Novaeraonline - Edson Vander da Costa Batista é o seu nome. Por que Eduardo Costa? Eduardo Costa - Porque eu tive uma dupla que se chamava “Eduardo e Cristiano”, quando a dupla acabou, resolvi não tirar o Eduardo e aí acrescentei o meu sobrenone que é o “Costa”.
Novaeraonline - Qual caminho levou a Banda Juventude? Eduardo Costa - Na verdade tive várias bandas. Tive uma banda country, também uma banda que se chamava “Caipira”, ale da dupla. Sabe, eu passei por muitas fases da música sertaneja, inclusive até bandas de bailes.
Novaeraonline - Qual foi a importância na formação profissional em ter morado em cidades do interior de Minas, Goiás e São Paulo? Eduardo Costa - Não só na minha formação profissional, mas também na formação como ser humano. Aprendi que precisamos respeitar todo ser humano, e que a gente não é nada sem Deus. Deus está acima de todo nosso sucesso e talento, e tudo que a gente tem, não é nada perante a Deus.
Novaeraonline - O que você acha de muitas vezes sua voz ser confundida com a do Zezé de Camargo? Eduardo Costa - É, no inicio, hoje não. A voz lembrava muito,talvez o um timbre parecido,mas hoje em dia as pessoas não mais confudem e todos já conseguem distinguir o Eduardo Costa do Zezé de Camargo.
Novaeraonline – Sabemos que as rádios que lançam novos cantores são as rádios comunitárias ou até mesmo as rádios livres que as algumas vezes são chamadas de piratas. Conte-nos como você se sentiu quando ouviu sua música ser tocada pela primeira vez em uma emissora de rádio? Eduardo Costa – Foi talvez a maior emoção que senti em toda minha vida, e de todas as emoções que eu tive esta foi a maior. É muito emocionante.
Novaeraonline – Você gravou seu DVD em novembro do ano passado com participações especiais de Leonardo e Alan e Alex, hoje ele figura entre os dez mais vendidos no país. O que você atribui a tanto sucesso? Eduardo Costa – Já tenho notícia que o DVD já está entre os três mais vendidos do Brasil, graças a Deus, e o sucesso é fruto de muito trabalho e dedicação.
Novaeraonline – Sabemos que o seu grande sonho é que o seu DVD chegasse a casa de 1 milhão de cópias vendidas. Atualmente como anda a venda deste DVD? Eduardo Costa – Olha ele está chegando próximo a quinhentas mil cópias e já figura entre os mais vendidos do Brasil, e estou com três músicas mais tocadas. É muito bom, graças a Deus.
Novaeraonline – O show que você vai fazer agora aqui no Campo do Comercial faz parte da turnê “Me Apaixonei” ou terá uma seqüência musical diferente? Eduardo Costa – Sim. É o show que faz parte do DVD. Nova Era faz parte da turnê que estou fazendo pelo Brasil afora.
Novaeraonline – Gostaria que ficasse à vontade para falar com seus fãs de Nova Era e região e principalmente aos leitores do site novaeraonline.net. Eduardo Costa – Eu quero deixar um beijo ao povo de Nova Era. Agradecer pelo carinho, e dizer que amo muito esta cidade e este povo, assim como toda Minas Gerais. Quero um deixar beijo no coração de vocês e mais uma vez muito obrigado pela oportunidade, e, é uma grande alegria estar cantando aqui em Nova Era pela primeira vez. Um beijo no coração de todos.
É novaerense,filho de Ruy Augusto Felipe e Cremilda de Araújo Felipe, tem uma irmã, Eliana Felipe casada com Weber Coelho e três sobrinhos (Guto, Silvia e Elisa). Atualmente exerce o cargo de Diretor Desenvolvimento e Regionalização do Turismo da Secretaria do Estado de Turismo e é o atual interlocutor de Minas Gerais no Programa de Regionalização do Turismo - Roteiros do Brasil do Ministério do Turismo. Professor universitário na disciplina de Eventos do IBHES – Instituto Belo Horizonte de Ensino Superior. Gosta de viajar e praticar esportes, além cozinhar, que é um hobby. Formado e pós graduado em Turismo. Promoveu diversos eventos na cidade como “Rainha do Chapéu de Palha”, Brotos Novaerenses, Destaques, Showçaites, Debutantes, Glamours Girls e outros. Recentemente foi um dos coordenadores do Salão Mineiro de Turismo Estadual que aconteceu nos dias 26 e 27 de setembro de 2007 no Minascentro na Capital Mineira.
Novaeraonline - Como você vê, hoje, Nova Era quanto à questão social? Ruy Felipe - Atualmente é muito difícil trabalhar esta questão na cidade. Não existe a sensibilização nesta parte. Ainda temos que fazer um trabalho de conscientização. Existem bons locais para eventos na cidade que precisam de uma atenção especial. A comunidade gosta de festa, participa, mas não é se tem isto como uma prioridade. Aqui se fazia mais eventos. Eu mesmo faço com ajuda do pessoal da terceira idade uma festa por ano. Ela é totalmente filantrópica e a renda destinada para os projetos sociais prioritários da comunidade.
Novaeraonline - O jovem está bem servido com relação aos eventos que promovem o convívio social na cidade? Ruy Felipe - Nova Era é uma cidade privilegiada na questão da localização, e, poderia oferecer mais opções à nossa juventude. A cidade está próxima a grandes pólos como Ipatinga e Itabira e até mesmo Belo Horizonte, é incrível como pode ter parado no tempo. Hoje temos poucas opções. O que era tradição parou.
Novaeraonline - A FEANE foi uma festa muito importante para a cidade. Você acha que esta festa deveria voltar a compor o calendário de festas? Ruy Felipe - Não. Não acho não, eu acho que se deve criar novo motivos para festas. Nova Era enfrenta um sério problema porque quando alguém promove alguma festa, sempre aparece uma pessoa ou um grupo de pessoas com abaixo assinado se manifestando contrariamente muitas vezes dizendo que o som está alto. Eu acho que precisamos decidir se queremos uma cidade pacata pra sempre, ou então tentar melhorar. Eu acho que criticar é muito fácil, mas devemos propor soluções para os problemas. A FEANE já teve sua época e não adianta querer montar no mesmo estilo.
Novaeraonline - E como a cidade deve resolver este problema? Ruy Felipe - Com planejamento. Não adianta querer montar, por exemplo, um carnaval no formato em que as escolas de samba saiam pela GV. Precisamos trabalhar com criatividade. Eu achei muito interessante a estrutura do carnaval na beira rio. Precisamos trazer mais turistas para a cidade.
Novaeraonline - Já que você falou em trazer o turista para Nova Era. Fale um pouco sobre o assunto. Ruy Felipe - Parte das pessoas tem um conceito equivocado sobre o que é turismo. Muitos pensam que o turismo se resume apenas no patrimônio histórico. O patrimônio é realmente importante, mas o turismo não é só isso. Turismo está ligado às festas, à cultura que se incluem aí as manifestações folclóricas como o nosso congado, artesanato, gastronomia, atrativos naturais, e tantas outras coisas. Temos tudo isto, e, precisamos mais uma vez fazer um planejamento e mostrar do que somos capazes.
Novaeraonline - Dê um exemplo prático do que pode ser feito. Ruy Felipe - O garimpo poderia ser aberto para visitação pública. Lá quem sabe lojas e lapidações poderiam explorar o comércio de pedras e outros produtos. Eu penso que as coisas são feitas para a cidade e precisamos pensar em fazer para fora daqui.
Novaeraonline - Como se deu a entrada de Nova Era no Circuito do Ouro? Ruy Felipe – Na gestão passada do governo estadual, a nossa cidade pertencia ao circuito turístico da Mata Atlântica de Minas (Ipatinga). Tínhamos características viáveis para entrar no Circuito do Ouro, e sabendo que Itabira já pertencia a este circuito, incentivei as pessoas responsáveis na época para tentarmos este feito. Então convidamos Elvécio Alsandálio, que fez uma brilhante defesa para conseguirmos esta mudança. Depois disto temos que fazer um trabalho de mobilização e sensibilização na comunidade em relação a uma visão empresarial porque turismo não é um problema e sim uma solução. Quem ganha com isto são os empresários, hoteleiros, os proprietários de restaurante, academia, salão de beleza, supermercados e etc. Parabenizo a atual prefeita por ter entendido a proposta.
Novaeraonline - E sobre a Prefeitura Municipal, como anda? Ruy Felipe - Eu não gosto muito de falar de política, mas vejo a prefeitura como a coordenadora desta área. Temos que envolver outros parceiros em potenciais, como a Nova Era Silicon, que no meu ponto de vista devia colaborar ainda mais com a comunidade. O comércio em geral daqui é muito explorado neste sentido. Vamos envolver mais instituições. O turismo hoje em dia esta ligado a 52 atividades, ou seja, se melhoramos o turismo, estaremos melhorando todas as nossas atividades.
Novaeraonline - Sabemos que você promove os “Brotos Novaerenses” todos os anos. Conte um pouco sobre este evento. Ruy Felipe - Antes era chamado de “Baile das Debutantes”. Resolvemos mudar porque as jovens não queriam mais este nome, resolvemos optar por uma versão mais moderna. Quando eu falo com pessoas que fazem este tipo de promoção em outras cidades, elas assustam com o tanto de jovens que participam do evento. Veja só este ano tivemos 18 jovens. O clube fica cheio, pois as famílias novaerenses comparecem. Aí você se realiza em encontrar as pessoas felizes, bonitas e, além disso, aproveitando uma bela noite. Na mesma noite indicamos a Glamour Girl e a Mãe Novaerense do ano.
Novaeraonline - Você acha que Nova Era pode vir a ser uma cidade festeira? Ruy Felipe - Sim. Pois ela tem todas as características, mas pouco explorada. A cidade tem um clima agradável, localização privilegiada (esta próxima a duas rodovias bem movimentadas) e próxima a grandes pólos, é a entrada do Vale do Aço. Com esta nova entrada do trevo até a cidade, um pórtico na entrada seria um bom motivo para convidar o turista a entrar e conhecer este município (acho que tem esta proposta). Temos uma pesquisa onde constatamos que o mineiro não conhece bem o seu estado e podemos concluir também que não conhecemos bem a nossa cidade.
Novaeraonline - Você pensa em desenvolver mais algum evento ou um novo projeto? Ruy Felipe - Tenho pensado em fazer alguma coisa em nível regional, mas no momento é apenas um projeto e, por enquanto prefiro não falar, mas pode dizer que a data é o dia do aniversário da cidade, ou seja, por volta do dia 19 de março e, tem haver com a beleza. Também tenho pensado muito em escrever um livro, mas ainda é projeto.
Novaeraonline - Qual foi o objetivo do Salão de Turismo que aconteceu no Minascentro e qual foi a participação de Nova Era no evento? Ruy Felipe - O objetivo principal foi trabalhar com a sensibilização e conscientizar as pessoas sobre a importância do turismo. Hoje Minas têm na frente da Secretaria do Estado a Érica Drumond, que tem raízes novaerenses, pois seu pai é nascido na cidade. Hoje a concepção de turismo mudou, é muito mais amplo.
Novaeraonline - Você tem alguma pretensão política? Ruy Felipe - Sim. Tenho, gostaria de exercer, como meu Tio Leão de Araújo que foi o primeiro prefeito daqui, um cargo político em Nova Era, mas ainda é coisa para o futuro. Talvez não seja para prefeito (será?), mas quem sabe um trabalho de interlocução entre a cidade e a capital. Eu me dou muito com administração pública, pois há muito tempo trabalho nesse ramo.
Novaeraonline - O que você acha da atual administração? Ruy Felipe - Eu vejo com bons olhos, tem muito tempo que Nova Era não se via tantas obras. Acho a prefeita uma administradora, ela sabe se cuidar, ela é muito pé no chão, mas tem ainda muito pra se fazer. Eu acredito e sugiro que a solução do nosso futuro esteja nas crianças, porque se conseguirmos educá-las estaremos educando uma família inteira.
FLAMÍNIO GUIMARÃES
Flamínio Guimarães é novaerense, comerciante na área de calçados, participou da diretoria da Associação Comercial, atual assessor do Deputado Federal Zé Fernando, militante da ONG Pro-Cidadania, Vereador na legislatura de 2000 a 2004, militante do Partido Verde e trabalha com o Projeto da Agenda 21 e assume a Presidência da Corporação Musical Euterpe Lagoana.
Novaeraonline - Como anda o Projeto da Agenda 21? Flamínio – Vejo Nova Era com potencial imenso, pois possui um Índice de Desenvolvimento Humano(IDH) de 0,64 que é considerado um bom índice porque ela possui um renda per capita alta, mas é preocupante porque ele tende a baixar. Nova Era possui muitos ferroviários com altas aposentadorias, além de bons atendimentos nas áreas de educação e saúde. Foi ouvido cerca de 3,5% da população através de oficinas, planejamento participativo e questionários para lideranças e temos dados para traçar um perfil do futuro de crecimento Nova Era.
Novaeraonline – Quais são as áreas que Nova Era tem possibilidade de crescimento? Flamínio – Nova Era tem possibilidades de crescimento na área de turismo, cultura, ensino, e percebemos uma preocupação da população com relação à segurança, geração de emprego e renda e nosso patrimônio histórico que foi constatado nas oficinas realizadas.
Novaeraonline - Qual é o próximo passo que o Projeto Agenda 21 deve dar? Flamínio – Nós estamos tabulando os dados colhidos, e temos encontros agendados para discutir e buscar novas parcerias para que o projeto se transforme em uma agenda para o futuro da nossa cidade. A agenda terá um teor prepositivo, pois nada tem obrigação de acontecer, é uma proposta da comunidade para o crescimento. O financiamento do projeto é Banco Mundial (BIRD) com verba a fundo perdido. Entendo montar mega indústria em Nova Era é utopia. Tem-se muita preocupação com os jovens, a ociosidade dos clubes da cidade, que hoje se encontram com baixa freqüência é sem dúvida uma boa opção. Após tabulação chamar todos os atores envolvidos e fazer um seminário, apresentando os parceiros, e logo em seguida enviar o projeto ao Ministério.
Novaeraonline – Bom, sei que sempre esteve envolvido em política em nossa cidade. Fale dos seus projetos nesta área. Flamínio – Eu sou um dos fundadores do PV em Nova Era e estamos abertos para negociar, mas sabemos que no Brasil se negocia cargos. Nós não negociamos cargos, negociamos políticas públicas. O partido está aberto pra conversar.
Novaeraonline - O PV vai estar pronto para a próxima eleição? O partido já tem candidatos à Prefeitura e à Câmara? Flamínio - A principio o PV tem candidatos à Câmara Municipal com certeza. Agora, candidatos a Prefeito e Vice ainda não, mas temos um bom período para discussão e devemos verificar quem almeja os cargos. O PV já está quase estruturado e aberto.
Novaeraonline - Como está o cenário político atual em nossa cidade. Flamínio – Vejo um cenário definido. A prefeita está sendo elogiada no que ela anda fazendo. Eu vejo que o papel dela está sendo cumprido. Por exemplo, esta administração está preparando e adequando a rede de esgoto e pluvial com olhos voltados para o futuro, pois já existe um projeto de uma estação de tratamento de esgoto. Os acessos a cidade estão sendo melhorados. Também não existia nenhum local seguro para a prática da caminhada, hoje temos algumas em construção. Destaco ainda a questão do aparelhamento da Prefeitura, mas há possibilidade de melhorar. A questão da coleta de lixo, vemos algumas ações, mas é uma área que ainda pode ser melhorado, e muito.
Novaeraonline - O que você acha da de comunicação da Prefeitura Municipal? Flamínio – Eu acho que falta um profissional na área de comunicação que entendesse dessa área que a principio tem um custo, mas depois será pecebido que é um investimento, é um efeito cascata, por isso que eu acho que faltam algumas coisas na área de comunicação. Veja o exemplo: A prefeitura trouxe um grupo de percussão da Fundação Clovis Salgado que às vezes apresenta no Palácio das Artes e apenas uma sessenta pessoas estiveram presentes. Este é o problema não chega a informação. O que eu sei que simplesmente tinha um cartaz em frente à Prefeitura Municipal.
Novaeraonline - Fala-se que a obra da rodoviária deverá ser concluída. O que você sabe sobre o assunto e dê sua opinião. Flamínio – No governo do Aristarco de Araújo firmado um convênio com o DNER para a construção da rodoviária só que a justiça embargou a obra já em fase adiantada, mas hoje essas pendências já foram solucionadas. Agora o DNER está cobrando o objeto do contrato, que é a conclusão da obra, e o prazo está se esgotando. A questão é : a prefeitura devolve ao DNER o verba ou cumpre-se o objeto do contrato, ou seja, a obra deverá ser concluída, porque o valor naturalmente deve ser corrigido, e não é pouco dinheiro não. Acredito que tem espaço para o funcionamento da rodoviária e a feira deve continuar nas proximidades, ou até mesmo na praça da estação, que depois da ponte pêncil tornou-se um ótimo local.
Novaeraonline - Qual é a sua opinião sobre as mudanças que a Prefeitura está fazendo na cidade? Flamínio - Eu acho errado é se vai fazer intervenções, vai mudar ou vai descaracterizar certas coisas, as pessoas envolvidas devem ser ouvidas. Eu acredito que as pessoas devem ser chamadas para conversar. Nova Era tem três rodoviárias e não tem nenhuma, e acho que a obra deve ser entregue à população.
Novaeraonline - Você é a favor de reeleição? Flamínio - Não. Prova disso é que nem não mais candidatei ao cargo de vereador. Agora o momento político é favorável à reeleição da prefeita. Ouço falar da candidatura de Benito e Sávio com Bolinha. O dois últimos acho difícil conseguire se eleger. Já a candidatura de Benito por ser um empreendedor tem mais chance, e, considero que a saúde não é um limitador.
Novaeraonline - Você é candidato prefeito pelo PV? Flamínio - Eu só aceito um a candidatura à prefeitura caso exista um consenso e caso eu sinta que tenho alguma chance.
Novaeraonline - Fique a vontade para fazer suas considerações finais. Flamínio - Olha. Há décadas vejo Nova Era com os mesmos, quase dezoito mil habitantes. O jovem indo embora em busca de oportunidades de trabalho. Mas veja só, certa vez fui ao garimpo levar o deputado federal Rafael Guerra, e, lá deparei com um ônibus cheio de europeus. Lá em Capoeirana não tem estrutura alguma. Sabemos que o garimpo e o artesanato são oportunidades, assim como o comércio e pequenos negócios que podem ser fomentados. Faltam empreendedores na cidade. Outra coisa que acho que deve ser feito é uma reforma no código de obras e posturas e também a tributária, além da elaboração de um plano diretor. A cidade precisa valorizar o planejanejamento.
Martha de Castro Gervásio da Costa. Presidente da Câmara de Vereadores de Nova Era.
Martha Gervásio é comerciante na cidade. Ela tem uma Boutique na Praça dos Expedicionários. A vereadora é de família tradicional novaerense, é casada, e tem 4 filhos. Foi eleita presidente da Câmara para o ano de 2007.
Novaeraonline- Como se deu a eleição para o mandato de 2007? Martha- Foram formadas duas chapas. A chapa 2 encabeçada pelo ex-prefeito Sávio Quintão e a minha chapa, a número 1, que saiu vitoriosa com uma votação de 5 votos contra 4 votos.
Novaeraonline - Como está a divisão do poder dentro da Câmara? Algum partido pode dizer que é majoritário? Martha - Existe um clima saudável na Câmara, mas o PL tem maioria com 3 vereadores, porém não se pode afirmar que as decisões da Câmara retratam simplesmente a opinião do PL.
Novaeraonline - A portaria Nº. 004/2007 trata da elaboração do calendário das reuniões ordinárias do ano de 2007. A divulgação interna já foi realizada. Poderia informar como o calendário será divulgado à população? Martha - Esta portaria foi distribuída no comércio e às entidades da cidade.
Novaeraonline - Você percebeu interesse da população em participar das reuniões? Martha - Infelizmente a participação popular nas reuniões em nossa cidade ainda é muito pequena, e gostaria que a população assistisse a todas.
Novaeraonline - Fale-me sobre o projeto que trata do aumento da subvenção concedido ao Hospital São José? Martha - O projeto gerou muita polêmica, porém consideramos necessário, pois o hospital passa por uma difícil fase financeira, e estamos elevando o repasse para Cr$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) para o ano de 2007.
Novaeraonline - Sabemos que a gestão anterior devolveu trezentos mil reais aos cofres públicos. O que você acha disso, e fale-me sobre a sua administração da casa. Martha - A devolução foi acertada porque a verba foi orçada para construção de uma sede para a Câmara Municipal, e não foi possível a execução.
Novaeraonline - Nova Era convive há anos com a falta de uma sede para a Câmara. A reforma do Museu está em andamento e deverá abrigar a Câmara. Quando deverão ser concluídas as obras? Quando se dará a mudança? Martha - As obras estão previstas para serem concluídas no mês de abril e, a mudança se dará possivelmente entre o final do mês julho a setembro.
Novaeraonline - Como e quando foi decidida a reforma e a mudança? Martha– Com a devolução da verba que sobrou do orçamento do ano passado, houve um entendimento com o executivo que concordou em efetuar a reforma e a transferência do legislativo municipal para o Museu, um patrimônio histórico municipal, e que certamente será conservado.
Novaeraonline - Qual é o orçamento deste ano para o Legislativo Municipal para 2007? Martha - O repasse mensal feito pelo executivo é de Cr$ 66.000,00 mensais, e, estamos fazendo um controle rígido dos gastos da Câmara para evitar gatos desnecessários. Em caso de sobra de verba, esta será destinada em benefício à população.
Novaeraonline - Quantos funcionários têm a Câmara Municipal? Martha – Atualmente a Câmara Municipal possui quatorze funcionários. Novaeraonline - Como anda o relacionamento da Câmara com o Executivo Municipal? Martha – Eu diria que o relacionamento é bom e transparente. Entendo que o executivo municipal trabalha para o coletivo e não privilegia o individual.
Novaeraonline - Existe algum interesse de reformar a Lei Orgânica Municipal e/ou o regimento Interno da Câmara? Martha - Sim. Por que houve alterações feitas pelo Congresso Nacional, que reduziu o número de cadeiras na Câmara. As mudanças são necessárias, e tudo se fará para que elas aconteçam.
Novaeraonline - Uma verba foi repassada pela CVRD para calçamento de ruas. De que forma os vereadores (Câmara) estão fiscalizando, acompanhando os gastos/aplicação desta verba? Martha - Sabemos que trinta mil metros já foram colocados. De um total de noventa mil metros, faltam ainda sessenta mil metros.
Novaeraonline - E a verba repassada pelo Governo do Estado para construção do Portal da Cidade? Martha - A verba repassada é de Cr$ 1.200.000,00(Um milhão e duzentos mil reais). A obra sofreu paralisação em função do período de chuvas que prejudicaram o andamento desta obra que deixará o cidadão novaerense muito satisfeito.
Novaeraonline - Fale-me dos seus projetos para este ano? Martha - Eu tenho muitos sonhos. No final do meu mandato gostaria de ter realizado: a- A mudança da Câmara para a nova sede (museu), b- Aumentar participação popular nos trabalhos da casa. c- Fazer parcerias com as Câmaras das cidades vizinhas. d- Melhorar o atendimento à população, tornando mais eficiente. e- Utilizar de forma contínua os meios de comunicação com a finalidade deixar o povo bem informado sobre a ações da Câmara. f- Gostaria de fechar parcerias com o objetivo de oferecer treinamentos aos funcionários da Câmara e a população de modo geral para realização de cursos de aprendizado ou aperfeiçoamento profissional
Novaeraonline - Eleições 2008. Você será candidata ao cargo de prefeita? Se não diga quais os prováveis candidatos a prefeito e vice-prefeito para o pleito em 2008? Martha - Ainda é cedo, mas tudo depende da circunstancia e do momento certo. Alguns vereadores já se apresentam como candidatos. Por exemplo, ouve-se falar na chapa formada por Sávio Quintão com Bolinha, Zé Fernandes com Tãozinho, Benito ainda sem vice e no PT possivelmente Zezé ou Eugênio Pereira devem formar um chapa.
Novaeraonline - Você é a favor ou contra a reeleição? Martha - A favor. Por que acredito que se deve dar continuidade ao trabalho iniciado. Vejo com bons olhos as parcerias com Mauri (líder do governo na Assembléia Legislativa) e os Deputados Eduardo Barbosa e Rodrigo de Castro.
Novaeraonline - Deseja fazer algum comentário ou uma consideração final? Martha - Gostaria de reiterar o meu agradecimento pela confiança que o povo de Nova Era me conferiu, e afirmar que vou cumprir a missão de presidir o legislativo municipal com ética, justiça, honestidade e principalmente buscarei atender aos anseios da população, contribuindo para uma Nova Era melhor. Reinaldo Barros