ROWAN FALA DO ADEUS AO SEU TIO ARISTARCO DE ARAÚJO EM NOVA ERA NO DIA 18 DE MARÇO
Como você sente a perda de seu tio Aristarco de Araújo?
Ele sempre me tratou como um filho. Teve as mais altas considerações comigo. Entendo que a perda de uma pessoa destas é sentida por todos que vivem a seu redor. Ele possuía no peito qualidades humana diferenciada. Nunca perseguiu ninguém, nunca guardou raiva de ninguém e era empreendedor. O grupo Apollo nos anos 70, a sua empresa chegou a empregar na indústria de serviço e construção civil própria, quase 200 pessoas em Nova Era. Este número era superado apenas pele Vale e Florestas Rio Doce. Onde ele estava sempre havia uma visão sólida de crescimento e progresso. Tinha cultura e um relacionamento leal, onde o trabalho era uma forte referência. Provou isto, tanto como empresário, quanto na política. Lembro que em plena atividade empresarial e vida política, ele voltou a estudar para se atualizar e foi aluno âncora de um curso supletivo. Aprendia com facilidade e ensinava os colegas. Sempre foi uma pessoa de talento e inteligência diferenciada. Este exemplo de escola que ele nos deu, serviu muito para mim. Eu me formei aos 40 anos e tanto na faculdade, quanto nas pós graduações sempre me lembrava dele estudando com professor particular ou voltando das aulas, satisfeito com o que aprendia.
O trabalho firme fez parte de sua vida, sempre acordou cedo com afinco e determinação, e começou a trabalhar como homem de confiança do irmão Guilherme de Araújo, desde novo. Atuou no controle de carvoarias, postos de gasolina, e autopeças, antes de ter os seus próprios negócios, sempre trabalhando muito, e ajudou também o seu pai no sitio, onde nasceu e se criou.
O acidente com ele interrompeu com certeza, grandes obras e realizações que desejava, porque estava altamente experiente, lia muito sobre grandes obras e brotava nele o otimismo e uma vontade ímpar de realizações.
Além de tudo isto, o que mais marca a vida dele, para você?
A trajetória de vencedor. A sua mãe morreu no parto que lhe trouxe ao mundo e foi criado no Manjhaí, onde havia o sitio do seu pai, Gustavo de Araujo um exímio professor na época. Uma de suas irmãs a Aghair o criou praticamente. Ele foi um empresário inovador e dinâmico; e ao se casar com a minha tia Darcy, prima de primeiro grau, constituiu uma família soberba. Os quatro filhos que tiveram são todos de inteligência prodigiosa, profissionais de alta competência, em todas as escolas e empresas que passaram são admirados. Isto orgulha qualquer família do mundo. Ele foi exemplo de trabalho para todos eles e construiu tudo isto. Foi um homem trabalhador de dinâmica, leal, objetivo e de grandes realizações, primou pela excelente educação dos filhos.
Você pode citar alguma passagem interessante que o marcou?
Muitas, mas tem algumas que faço questão de mostrar. Foi por volta de 1995, quando o recebi com muito orgulho em minha casa no Pará, onde foi me visitar. Nesta época estava como Gerente Técnico da Administração na Estrada de Ferro Carajás em. Parauapebas, uma cidade que está entre as mais crescem no país, porque é o município sede de grande parte do movimento da VALE na região, e onde localiza a maior província mineral do planeta composta das minas de minério de ferro, manganês, cobre e ouro, além de ter uma pecuária fortíssima e um comércio ativo. Ele se entusiasmou com a potencialidade local e em apenas dois dias já era admirado por certos empresários de Parauapebas. Foi convidado para dar palestras, recebeu propostas para ser Consultor Político na região, montar negócios e participar de encontros com empreendedores, e todos viam nele uma montanha de experiência, tanto pela política, quanto no lado empresarial. Mas o coração falou mais alto e ele ficou mesmo em Nova Era. Senti que ele era grande e capaz, não só dentro de Nova Era com 15 mil habitantes, mas fora de lá também, em um lugar com 70 mil habitantes na época e 2600 km longe de sua cidade natal. Este fato misturava nas palavras que o professor nos fala nas salas de aulas do primário ao doutorado, que o aquilo que você aprende na vida e na escola, que é o conhecimento, ninguém te rouba ninguém te tira. Esta é uma verdade dos tempos, que nos mostra nos dias atuais o valor da Era do Conhecimento, e o conhecimento, sabedoria, experiência empresarial e política ele tinha de sobra.
Eu aprendi em minhas andanças por MG, PA e MS, que o conhecimento te faz sobreviver em qualquer lugar do mundo. Quando ele esteve no Pará comigo, senti um orgulho muito grande, de ter sido criado por ele, porque trouxe grandes ensinamentos onde eu estava, e mais; o quanto aquilo me engrandecia entre as pessoas. Isto, eu e meus amigos de Parauapebas, nunca vamos esquecer. A sua visita em minha casa nos deu vida, oxigenou e encorajou os meus amigos em empreendimentos arrojados, abriu os horizontes e deixou uma marca de progresso entre nós.
Na enchente de Nova Era em 1979, eu recordo muito bem, ele ficou sem dormir e nem guardava o carro na garagem, porque acordava nas madrugadas para ver o nível do rio Piracicaba. Preocupava com a ponte e lembrava uma mãe que se que preocupava com um filho, que não chegava. Ele tinha Nova Era no sangue e a todo instante se preocupou com os desabrigados. Telefonava para autoridades políticas em busca de apoio para o povo de Nova Era, e foi um lutador incansável para defender o município.
O que você diria neste momento a todos que o perderam, aos seus amigos de Parauapebas, que conviveram com ele nesta visita de pouquíssimos dias, mas que marcou a sua passagem como você nos disse?
Ele teve a mais elevada assistência da sua família. Recebeu de minha tia, os filhos, noras, genros, netos e netas todo carinho durante o tempo que esteve doente. No Pará, em Parauapebas onde residi ele contribuiu com os meus amigos empresários, dentre eles Rogério Diniz, Geraldo Capota, Mário Almeida e outros amigos que resolveram seguir na política. Transmitiu a todos idéias inovadoras, progresso e um senso de empreendedorismo marcante. Isto para mim como disse, me marca muito, ele provou a sua grandeza longe de Nova Era em uma cidade com pessoas e culturas diferentes.
Nestes lugares e nestas condições o respeito só é conseguido nos níveis que ele conseguiu, se você mostrar conhecimento, sabedoria, experiência e talento, que realmente fazem um mix de diferenças, que mostram o caminho da confiança de quem sabe fazer, forma um verdadeiro ideal, ou mesmo gera uma inspiração de crescer em passos firmes. Podemos dizer também nesta ênfase, que foi uma passagem motivadora para nós, e nos deixou muitas saudades, porque o acidente tirou toda a possibilidade dele voltar comigo no Pará, mesmo a passeio e reencontrar os nossos amigos, conforme queríamos. e vermos realizado o que alguns deles fizeram de seus ensinamentos, um destes amigos já está hoje com empresa em Minas Gerais e sempre perguntava por ele.
Quero nesta oportunidade dizer que não posso jamais, deixar de ressaltar neste momento de lembrança e saudade, a demonstração de carinho e amizade que o povo do Manjahí teve com ele. A minha tia, os meus primos, as minhas primas, os genros, as noras, os netos, netas estão orgulhosos da demonstração deste povo humilde que sempre foi vizinho de nós da família Araújo; e que tanto confortaram a família na hora do doloroso adeus. Eu nunca imaginava ter um povo tão amigo como este. Muito obrigado, fiquem com Deus.
Infelizmente os estudos que temos não são tão precisos para dimensionarem os efeitos das mudanças climáticas que envolvem o planeta. Como estamos no Brasil, procuro observar os ecossistemas brasileiros, pelos quais tenho uma verdadeira paixão, porque morei em Carajás na Amazônia Paraense e na cidade de Corumbá em pleno pantanal mato-grossense, onde sinto que Deus foi genoroso com o Brasil. Aprendi valorizar a grandeza de nossa geografia e a sua biodiversidade gigantesca. Isto me traz orgulho e paixão por estas regiões.
Diversos fenômenos e problemas ambientais vivenciados com as mudanças climáticas globais indicam uma forte alteração na biodiversidade animal e vegetal dos ecossistemas. Mas à medida que os estudos avançam, avançam também o nivel de complexidade nas variáveis destes estudos, inclusive algumas pouco estudadas, o que deixa as conclusões destes estudos ainda incompletas.
Uma abordagem, por exemplo, é a seca na região do semi-árido que abrange o nordeste brasileiro. Ela pode ser mais intensa. As plantas e animais deste ecossistema teriam comportamentos desconhecidos ainda. E isto no nordeste, sem falar da Amazônia geral e o nosso pantanal, onde existem situações amplamente complexas.
Podemos citar algo visto nas televisões do mundo inteiro como descongelamento das geleiras com grandes blocos de gelo a deriva nos oceanos, maltratando sem piedade o habitat do urso branco, pingüins desnorteados chegando às costas do Brasil, pássaros com pouco espaço para fazerem os seus ninhos; e caminhando para uma extinção covarde da mão do homem, que não pára, e sem falar da captura e comércio clandestino e assassino destas aves indefesas. Temos algumas espécies dos pobres morcegos, que embora discriminados exercem uma função nobre nas relações do ecossistema silvestre também desaparecendo.
Existem por anos consecutivos árvores e florestas inteiras raríssimas e centenárias sendo cortadas ou queimadas criminosamente, dando lugar a ausência de oxigênio, ou a desproteção do solo e a exposição à erosão maciça. As matas ciliares vão acabando e morrendo junto com os rios, dando origem ao assoreamento marcado de grandes bancos de areias, impossibilitando a navegação e até a reprodução dos peixes. Ressalto, que com relação à água os estudos são de uma abordagem direta e amadurecida, mostrando que rios e nascentes estão mesmo morrendo. Os rios não possuem mais tantos peixes e algumas indústrias continuam lançando em suas águas efluentes poluidores. Nos mares, mesmo no ambiente salino, os corais que são de fundamental importância para manter o equilíbrio da fauna e da flora estão cada vez mais pobres e com a temperatura das águas alteradas produzindo efeitos maléficos.
Já temos animais de todo porte aparecendo em perímetro urbano, adentrando nas varandas e quintais das casas, devido à agressão ao habitat das áreas verdes que circundam as cidades pela especulação imobiliária ou incêndios florestais praticados pelo homem. Tanto no solo, água e ar, as mudanças e os efeitos das ações do homem mostram uma degradação violenta. O aumento da temperatura média global poderá causar redução da população no planeta de plantas e animais, pois algumas árvores estão florescendo mais cedo, algumas já apresentam dificuldades de dar frutos e um fato que chama a atenção, é a proliferação de certas espécies de insetos. O mosquito da dengue é um exemplo, mas que tem um aspecto muito urbano e talvez neste contexto tenha uma posição mais especifica. Mas é fato, que a Dengue vem matado muita gente no Brasil, e provocando muitos gastos nos últimos anos, que saem dos cofres públicos, e que apesar das altas somas de dinheiro, compra de frota de veículos não asseguram a saúde da população.
Os ecossistemas do Brasil terão comportamento diferente em função de nossas particularidades geográficas frente aos efeitos das mudanças climáticas. Mas é relevante observar que grupos de estudos de engenharia e meio ambiente já alertam quanto futuros problemas das construções no litoral, porque o aumento da temperatura traz conseqüência direta na elevação dos níveis do mar. Cientistas afirmam que as alterações climáticas sobre o litoral brasileiro ainda são imperceptíveis, o que não significa que ela não será afetada. A elevação das águas no litoral pode trazer problemas na indústria da construção civil, onde muitas vezes impera o senso de ganhar dinheiro com a especulação imobiliária, mas sem medir as conseqüências. Esta é uma postura irresponsável de muitos empresários e de diversos segmentos. Um grande percentual da população brasileira desconhece os possíveis efeitos no meio ambiente em função das mudanças climáticas e inclusive de fazer investimentos que darão problemas no futuro como este que citamos.
Voltando a abordagem da água, a qual é chamada Mãe do Planeta por muitos. Os Indicativos mostram que o aumento da temperatura vem provocando menos chuvas e disponibilidade nos mananciais. A falta de água disponível ao consumo afeta diretamente a economia e a população. Refiro a qualidade de vida, e o impacto da produção de alimentos na área rural, onde a agricultura produz do leite a grãos / cereais e toda cadeia do agronegócio terão custos de produção mais alto, face os investimentos, que serão cada vez maiores nas técnicas de utilização de insumos agrícolas industriais e agrotóxicos combinados a irrigação, perfuração de poços ou transporte de água por dutos, para sustentar as plantações, que neste processo custa dinheiro. A agricultura orgânica no Brasil nem começou a engatinhar; e não tem suporte para a produção em alta escala.
As secas estão relacionadas ainda com incêndios florestais e conseqüentemente degradação do meio ambiente, fortes prejuízos, interferência na operação de aeroportos, acidentes em rodovias e outras anomalias, que geram despesas altas para nação.
Notamos na realidade que não está havendo uma política abrangente da informação ou educação em massa, que faça a população conhecer os possíveis efeitos nesta ênfase. As propagandas chamativas daqui e dalí estão longe de trazer uma consciência nacional; porque consciência neste nível anda junta com cultura e mudança de hábitos, e a cultura e mudança de hábito andam junto com educação; e a educação só anda com investimento sério, responsável e eficiente nas pessoas. O investimento neste sentido, só é eficaz, através de educadores, movidos pela ética, moral e competência, seguida de um projeto sério e bem elaborado, sobre uma base sólida e aportado em um planejamento de ações efetuado genuinamente por técnicos que entendem deste problema e apresentam soluções ideais, nunca por políticos esfomeados do poder e votos.
Os Políticos deveriam estar longe deste tipo de planejamento, porque é imparcial e definitivo, não dura 4 ou 8 anos. Requer um tratamento absolutamente técnico, o que infelizmente não ocorre no Brasil, porque há sempre a negociação política e vontade de aparecerem sempre rotulados como foco de ações geradoras de votos e reputação, e, sobretudo para a camada da população menos culta, que acredita em palavras, não questiona, não cobra, não comparam a eficiência das gestões publicas, não viajam para ver novos processos e apenas aplaudem as fantasias..
Todas as ações rumadas na formação de um elenco de abordagens voltadas a mobilização dos setores são de fundamental importância para visionar decisões. Portanto deverá haver prioridade para aumentar as pesquisas nessas áreas em busca da criação de modelos detalhados. Modelos estes, que indique cenários de aumento de temperatura e precipitação para os próximos anos, formatando um conjunto de medidas eficazes, considerando a condição imprescindível de trabalhar com metodologia de pesquisa compatível, para subsidiar ações nos setores envolvidos, e, sobretudo a população.
Voltando a falar em economia e sustentabilidade não podemos deixar de ressaltar que a indústria do turismo, a maior geradora de empregos do mundo poderá sofrer conseqüências drásticas no Brasil em regiões onde o forte é o Turismo Ecológico, por abrigarem o magnífico ecossistema diferenciado como a Amazônia e o pantanal mato-grossense. São locais de atenção redobrada da sua preservação, porque elas possuem história como verdadeiros berços da biodiversidade e belezas naturais formando um patrimônio de valor incalculável.
Neste contexto, deve haver vontade política das autoridades de entenderem, pois estes patrimônios são diferentes possuem biodiversidade riquíssima, navegabilidade sensível e que dependem diretamente das ações governamentais para garantir a defesa e a preservação, através da educação das pessoas, e até mesmo investimento na força militar para conter a agressão ao meio ambiente, pois é talvez, a única maneira rigorosa no modelo das políticas nacionais e suas legislações para surtir efeito esperado. O que vemos são que multas altíssimas, que quase sempre não são pagas pelos infratores e juntamente com as outras fiscalizações e punições são muito frouxas, se não são, aparentam ser para a população de todo Brasil, já que em toda mídia que acompanhamos estas multas nunca frearam o desmatamento, dando uma prova real que não resolvem o problema, ou sempre estão com o jeitinho brasileiro e os recursos sempre achando as brechas da lei, criadas até de propósito as vezes. Estas coisas já estão vergonhosas e precisam mudar radicalmente, e a população é capaz de mudar este processo, exigindo políticas e políticos sérios, competentes e comprometidos com a nação.
Em minha opinião particular é indispensável o trabalho, eu diria; até de uma certa forma nativista neste sentido da população, por se tratar de um patrimônio ímpar e de grande capacidade para abrigar projetos sérios, e o mais importante; assegurar a sobrevivência às gerações futuras.
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Rowan Pedro de Araújo – rowanpedro@gmail.com
O primeiro exemplo concreto da aplicação da teoria de Desenvolvimento Sustentável que tivemos no Brasil foi o Projeto Carajás da ainda Vale do Rio Doce em plena Amazônia e na época, implantado sob a presidência do Dr.Eliezer Batista, onde estive por 16 anos, vendo esta realidade de perto, convivendo com o impacto cultural e orgulho que se misturavam ao trabalho do mais simples operário ao mais graduado engenheiro em um projeto fruto da engenharia nacional e destacado por ter a sua redução de custo (otimizado tecnicamente) sem descuidar do fator humano, social e ambiental.
Hoje como ex-aluno de MBA que gosta de acompanhar os efeitos e assuntos que envolvem Desenvolvimento Sustentável, noto que palavra Sustentável toma força; e outros exemplos aparecem, alguns reais, outros maquiados, mas é inegável que já evoluímos e temos uma mentalidade de preocupação com o planeta em franca expansão e de nível mundial. Esta é uma ótima perspectiva.
Vemos esta realidade na ONU e demais organizações de influencia mundial, que reagem contra as agressões do planeta e forçam a consolidação de um cenário positivo, onde fica clara a verdadeira necessidade para incentivar a criação de empresas que poluem menos, abrir os financiamentos verdes e a produção de energia limpa, reforçar as pressões de certificações que passam a influir em preço de produtos, comércio e nas exportações internacionais e que formam um sentido único da preocupação das empresas com a sua gestão ambiental e resultados, adotando a ecoeficiência, o mesmo que ser eficiente ambientalmente, através do reuso da água, reciclagem de materiais, mínimo desperdício no processo industrial.
Podemos verificar com base em todos estes fatos ainda, o comportamento, manifestações e mobilizações de pessoas em todo mundo valorizando estes aspectos, ou a defesa ambiental como já vem sendo difundido em alguns meios escolares de I grau como tenho visto.
São na realidade efeitos das mudanças e introdução de outros novos valores ou mesmo conceitos que surgem na postura e atitudes já fazendo parte da vida cotidiana de uma camada crescente, mas de uma minoria ainda da população mais informada, interagindo com a responsabilidade social, a cidadania e se juntando a visão mais clara do Desenvolvimento Sustentável e a sua ampla dimensão no planeta como imperativa ao futuro da humanidade.
Podemos citar também algumas leis das esferas ambientais, aquelas que realmente defendem o meio ambiente, o mesmo que proteger o próprio Desenvolvimento Sustentável, mas que são ainda pouquíssimas, porque a legislação em seu conjunto total tem certamente 80% delas formando verdadeiras barreiras da burocracia e do engessamento de bons e eficientes projetos sustentáveis que poderiam já estar consolidados para o bem do nosso país.
Reitero portanto que as minhas observações mostram que há no ambiente político o uso exagerado da palavra Desenvolvimento Sustentável, e em grau mais elevado à medida que tentam praticar ações e as tornam incompatíveis. Adotar postura sustentável está ainda certamente distante em muitos aspectos das políticas praticadas por grande parte dos políticos, pelo que tenho tido a oportunidade de discutir no meio acadêmico.
Em uma explanação simples o Desenvolvimento Sustentável pode ser explicado pela harmonia ou a junção do Desenvolvimento Humano, Social, Ambiental e Econômico, mas o que estamos vendo infelizmente em várias partes do Brasil é o fator econômico predominando largamente sobre os demais; sendo ainda a característica maior destas políticas distorcida, a má aplicação dos recursos públicos, o dinheiro do povo. Cito obras executadas no Brasil em poderes municipais, estaduais e federais sem sinergia com o Desenvolvimento Sustentável, ou mesmo não obedecendo às linhas de orientações técnicas, previsibilidade e riscos como parte de integrante de projeto, que considere pessoas, meio ambiente, bases sociais e econômicas em posições unidas e coesas para o mesmo fim..
Um especialista em gestão desta cadeira comparou o fato, exemplificando uma pessoa despreparada e sem visão, que ganha sozinho na mega sena, e não tem noção de gasto e investimento adequado. Ela com certeza terá o dinheiro rumado a desperdícios e investimentos inconseqüentes, que pode até acabar com a fortuna, ao invés de investir corretamente em seu projeto de prioridade de vida pessoal e social.
Um governo, seja de que dimensão for, que arrecada altas somas tem de se planejar responsavelmente e de forma verdadeiramente sustentável para não aplicar mal o dinheiro publico. Um prefeito que faz a rede de esgoto, trata da água e reduz a mortalidade infantil tem menos votos em diversos locais deste país, se comparado com aquele que fez sambódromo e obras de diversões sem substancia do conceito sustentável. Isto porque nos dois sentidos, de um lado o da a maioria dos políticos do outro a maioria absoluta de uma população com pouca informação, o Desenvolvimento Sustentável, a essência ou esta cultura não está verdadeiramente conhecida e nem inserida no meio das pessoas, infelizmente.
Entender e praticar a sustentabilidade em todos os segmentos, e no político principalmente, demandam juntamente com a ética, honestidade, competência e justiça, o conhecimento apurado e um planejamento precedido de conceitos da verdadeira dimensão sustentável que harmoniza o desenvolvimento humano, desenvolvimento social, respeito ao meio ambiente e o desenvolvimento econômico.
Diante desta realidade, que podemos considerar nova no Brasil e no nosso ambiente, o elemento humano assume o centro destas relações, por possuir a capacidade pensante e decisória para melhoria das outras componentes da sustentabilidade. É portanto um processo que abrange as variáveis que vão desde o primeiro segundo de vida de uma criança, até mesmo em seu estado de gestação a tudo que existe em seu entorno de material e imaterial, ou até outros exemplos de dimensões maiores nesta ênfase indo ao encontro com o destino do nosso planeta, os problemas que enfrentamos e as variáveis que forma o nosso meio ambiente.
Entendo portanto, que os políticos tem a responsabilidade vital em todos os níveis para se prepararem ou estarem preparados e informados sobre Desenvolvimento Sustentável, uma palavra relativamente nova em nosso meio, mas que começa ter uso exagerado no ambiente político, inclusive em palanques de comícios das eleições para captura de votos.
Os técnicos e a comunidade cientifica que atuam nesta área de conhecimento, já estão preocupados, porque há o risco de trabalhos de vanguarda e pesquisas da mais pura essência do Desenvolvimento Sustentável, possam ser confundidas com o que uma grande parte dos políticos anda dizendo para ganharem espaço político através de promessas e votos, quando na realidade não se relacionam cientificamente com seus conceitos, que atrelam o desenvolvimento do elemento humano, meio ambiente, social e econômico.
“A todos que lutam por um lugar onde a espécie inteligente saiba encontrar o equilíbrio com os milhões de seres com os quais compartilha seu destino. Esta é uma contribuição à maior missão humana do século XXl, a conservação do planeta.” (Autores do Dicionário Brasileiro de Ciências Ambientais – Thex Editora)
Rowan Pedro de Araújo – Administrador de Empresas com Habilitação em Marketing, Pós Graduado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Local – Pós Graduado MBA em Gerência de Projetos.
PROBLEMAS E OPORTUNIDADES (*) Rowan Pedro de Araújo – rowanpedro@gmail.com
Até o ano de 2008 a metade da população do planeta viverá nas cidades, provocando impacto alterando a geografia e a realidade da Economia .
A escala demográfica será acelerada em muitas partes do planeta, pois em 1900 tínhamos 10% da população mundial vivendo em cidades. Agora temos a metade e com uma tendência de termos nos próximos 20 a 30 anos um percentual de 70% . O ambiente inchado populacionalmente nas cidades e subúrbios; e conseqüentemente elevando os problemas já enfrentados de assoreamento de rios, enchentes, desemprego, lixo, saúde deficiente, educação ruim, violência, acidentes no transito e outras relações derivadas deste processo, ainda impossíveis de se prever.
Os problemas de meio ambiente, pobreza urbana e infra-estrutura serão gigantescos, conforme os indicadores dos Relatórios da ONU, mas ao mesmo tempo são vistas grandes oportunidades dos negócios, porque a população urbana paga hoje 30% a mais pelos alimentos em relação à área rural, e vai aos próximos 20 anos, pagar 45% em função dos parâmetros de oferta e procura, atraindo para o Agronegócio fortes estrategistas.
Hoje 800 milhões de pessoas em todo mundo estão envolvidas na agricultura, um número pequeno para as próximas demandas mundiais, porque a produção de energia limpa que é obtida no ambiente rural como álcool e outras usadas para industria de biodiesel vão reforçar estas relações de negócios focadas o campo , mas nesta realidade com visão de especialista, que vão procurar as áreas rurais para se estabeleceram, porque combustíveis fosseis não estão recomendados para as boas práticas de Gestão Empresarial em função de provocarem aquecimento na atmosfera atraindo no Agronegócio a energia Verde.
O Brasil até 1990 tinha na Construção Civil, índices de deficiência da qualidade vergonhosos com 1/3 da construção caracterizada pelo desperdício e conseguiu melhora, porque houve esforço e alfabetização da mão de obra da industria da construção civil. Na Agricultura temos disparidades de qualificação de mão de obra de campo, que variam entre as regiões, mas na realidade a deficiência é grande. Falta instrução e capacidade de leitura para preencher formulários, ler embalagens, bula de produtos veterinários, defensivos agrícolas e fazer as quatro operações aritméticas, e ainda mais; o processo de plantio, coleta, armazenagem e logística envolvendo cereais e hortifrutigranjeiros está em média no Brasil, muito abaixo da competitividade ideal, porque estamos ainda deficientes em pessoal, tecnologia, infra-estrutura e também de uma visão empresarial neste setor, ainda carente de conceito mais dinâmico, sistêmico, e estratégico para e outras componentes deste processo, que o faça enxergar empresário do Agronegócio, não como agricultor.
A produção de alimentos em continente de população elevada como Ásia e África enfrentará problemas de toda ordem, desde a diferença proporcional de produção agrícola com a crescente população, quanto à qualidade, incluindo aspectos sanitários, porque várias cidades têm produtores locais que irrigam as terras para produzir alimentos com o esgoto e isto pode provocar epidemias graves que podem reduzir a saúde da população.
Não há como falarmos em desenvolvimento econômico sem Consumo de Energia, que desponta como oportunidade para empresários investirem no campo focando a produção das Energias Renováveis e de preferência próximas das metrópoles. Nesta visão nasce a Agroecologia atrelada ao Agronegócio, o reflorestamento, a recuperação de áreas degradadas e também a gestão das águas; e tudo isto tratada de forma cientifica com o conceito da Agronomia, Geologia, Hidrologia e Engenharia Ambiental juntas rumando ao biodiesel e álcool.
A cidade de Rizhao na China está utilizando painéis de energia solar para alimentar semáforos e outras necessidades publicas de energia, o que compatibiliza com as Grandes Políticas Globais de redução de emissões de gases, visando combater o efeito estufa que provoca o aquecimento global.
Empresas especializadas em Meio Ambiente, Gestão de Resíduos, Efluentes Industriais, Educação, Gestão Ambiental e Projetos Ambientais serão iluminadas neste novo perfil, porque o cenário empresarial, prefeituras e todos os segmentos da economia terão de seguir os parâmetros da legislação que serão certamente alterados e mais rigorosos nos próximos anos. O lixo também poderá será fonte de energia e reciclagem, vai gerar dinheiro e empregos, mas só se tiverem o conhecimento e tecnologia de pessoas, desde o conhecimento técnico ao de natureza jurídica, o Direito ambiental. O crédito de carbono, um negócio novo e pouco difundido, mas que saluta para o meio ambiente ganhará força após 2008.
Outras oportunidades vão estar na Arquitetura e na Engenharia Civil, porque crianças e a terceira idade, querem Construções Amigas do Meio Ambiente e isto é uma realidade, o conceito de ecologia virou meio ambiente e está madurecendo nos consumidores e forçando a formatação de novas práticas de consumo e visão. O consumidor moderno está exigindo boas práticas e respeito ao Meio Ambiente e isto já foi captado pelas áreas de Marketing que apostam no Marketing Verde, a força da Ecologia e Ecoeficiência que começa a identificar as empresas sob a forma de responsabilidade social e cidadania também. Tudo isto acontece nos jornais, televisão e Internet.
A Industria Ambiental é um segmento fortíssimo a seguir e investir pesado, desde a causa nobre, a gama de incentivos fiscais e econômicos que os empresários ganham. O Brasil já recicla praticamente 100% de Alumínio, coletores de lixo que tinham 25 modelos no mercado até 5 anos atrás, já possuem mais 500 e com tendência de novas invenções e tudo caminha rápido, abrindo horizontes, negócios e mercados fortes com a ISO ambiental, auditorias e a necessidade moderna das empresas serem cada vez mais limpas e que Resíduos geram economia, a venda deles podem representar milhões dependendo do porte da empresa.O tratamento de Resíduos Industriais aparece neste cenário moderno como um negócio fundamental e imponente em função dos investimentos irreversíveis em meio ambiente pelas empresas socialmente responsáveis.
A Educação Ambiental e as Consultorias são áreas fortes.Nunca se abriu no Brasil, tantas Escolas Superiores nos últimos 5 anos e isto ocorreram em todas as regiões. Os cursinhos e as pós-graduações, seguidas de mestrado e MBA vem tendo número histórico de procura, mas por outro lado falta Técnicos de II grau e Tecnólogos, ou Escolas de Know How para atender a industria e o aquecimento da Economia que necessita de gente mais focada no ambiente industrial e já pronta para atuarem na produção tem uma lacuna ainda grande e traz conseqüências graves na estrutura humana que opera as indústrias.
No Turismo, mesmo com os problemas de controle de tráfego aéreo nacional, e a taxa altíssima de violência, assalto e assassinato de turistas, nunca foram emitidos tantos bilhetes de passagens aéreas, inclusive com rodovias congestionadas no verão, hotéis cheios, Cruzeiros Marítimos Nacionais em franca evolução com previsão de crescer 40% em 2008. Uma fase histórica da movimentação turística. A terceira idade desponta como uma potencia e já começa a viajar por todo mundo.
Queremos dizer no tangente a Economia e oportunidades surgidas, que nunca se comercializou tantos carros no Brasil, nunca o mercado esteve tanto aquecido para vender imóveis e obter financiamentos , nunca se exportou tanta comodites, e nunca tantos negócios foram fechados. As televisões, computadores, aparelhos celulares, eletrodomésticos vem sendo comercializados em escalas abundantes e em variáveis formas de crédito. E o governo Lula é o campeão de arrecadação de impostos. Os números e a evolução nos provam isto no dia a dia.
No outro lado do planeta, na China os escritórios se multiplicam, e são negócios de todos os produtos e segmentos. E a Índia começa também a importar aumentando todas as demandas. Estamos vivendo uma situação aquecida de mercado do aço, minério de ferro, eletrodoméstico, vestuário, tecnologia, informática e tudo isto nas cidades, e a metade do mundo vai estar nas cidades em 2008, sendo que 70% da população mundial caminha para o mesmo destino alterando as estatísticas mundiais. Isto vai mexer e já está mexendo com o mundo. O que fazer com o lixo? A água? A rede de esgoto? O aquecimento global? Os empregos?
Os Políticos tem de se anteciparem em relação a estes impactos, e se prepararem para benefícios econômicos e problemas gerados. O Político moderno e responsável tem de entender de Planejamento Estratégico e Gestão de Riscos, uma nova prática obrigatória a ser seguida em qualquer esfera. Ele tem de saber que a sua decisão pode prejudicar a produção de alimentos nesta corrida de produção e mudanças ou mesmo trazer problemas sérios à população depois de alguns anos.
Será gerado um oceano de oportunidades que podem trazer progresso às cidades próximas dos grandes centros consumidores, isto é realidade. Mas precisamos em cada esquina deste país de Políticas de Desenvolvimento sérias, governantes honestos, atualizados de cultura de Desenvolvimento Sustentado, e sobretudo Empreendedores Modernos dispostos a três forças de ações; trabalho, trabalho e trabalho.
Nesta dimensão do mundo de oportunidades e disponibilidade tecnológica, a diferença maior; é que está acabando as possibilidades do sucesso nos negócios baseado em empirismo. Acabam os espaços ocupados pelo amadorismo. E isto porque todas as decisões são baseadas em custos, taxas de retorno, competitividade, empreendedorismo e estratégias competitivas.
Vão sobressair os que tiverem o planejamento sólido, estiverem mais aparelhados, liderados fortemente de pessoas cuja manutenção da competência e disposição de trabalho estarão precedidas das habilidades de gestão moderna à experiência de conhecer, dominar os processos, gerir competitivamente metas, resultados e planejamento estratégico com foco no empreendedorismo do negócio de forma sustentável. Só pode haver desenvolvimento daqui por diante, se for sustentável. Assim pensam, os verdadeiros homens de visão.
Fonte: Nosso Futuro Urbano – Worldwatch Institute ( Molly Sheehan) Estratégias Empresariais e Desenvolvimento - ( Carlos Githyrana) (*) Pesquisa realizada por Rowan Pedro de Araújo – Graduado em Administração de Empresas com Habilitação em Marketing pelo IES, Pós Graduado em Economia Local e Desenvolvimento Sustentável, Aluno da 5a. Turma de MBA em Gerência de Projetos – PMI - pela UVV em parceria com PMI
CIGARRO E SEUS EFEITOS MALÉFICOS NA SAÚDE HUMANA E MEIO AMBIENTERowan Pedro de Araújo (Fundação Cezar Diaz de Pesquisas Industriais e Estatísticas)
Ontem alunos do curso de Administração Hospitalar apresentaram um trabalho que faço questão de aplaudir e mais ainda; incentivar o 2o trabalho montado deste grupo, que vai expor os efeitos das drogas usadas no Brasil relativamente novas, o crack que vem dilacerando a saúde dos jovens da classe baixa e o êxtase que atinge os jovens da classe média alta. São drogas que destroem o individuo de todas as formas que conhecemos e que vem tendo o consumo crescente, inclusive nas cidades interioranas.
O uso do cigarro é antiguíssimo. Algumas informações cientificas mostram que a 1000 a.c., alguns segmentos indígenas da América Central já utilizava determinados tipos de cigarros para rituais de suas culturas, mas os primeiros casos de câncer de pulmão apareceram para tratamento na medicina em situações mais freqüente nos anos 60, tendo característica marcante, que foi a aceleração em nível altíssimo da doença.
Alguns pesquisadores apontam que a fabricação crescente da escala industrial, veio adicionar no processo de fabricação as misturas químicas por razões de aumento da produtividade e isto associado ao vicio elevado dos consumidores subiram as estatísticas das doenças.
Os dados mostram claramente, que se nada for feito; e se a sociedade mundial não se unir na guerra contra o fumo, os índices de morte por tabagismo continuará crescendo de forma altíssima. A previsão é de que no 3o mundo, poderá conviver com uma grande catástrofe com relação ao câncer, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, capaz de superlotarem os hospitais, gastos com saúde e outras anomalias derivadas deste processo que atingem as esferas econômicas, sociais e ambientais. O Sistema de Saúde dos paises que fazem parte do grupo citado não estarão aparelhados e capacitados para aportar a demanda dos “doentes do cigarro” como alguns cientistas já dizem.
Uma função importante dos veículos de informação de interesse do governo brasileiro, que arca com os custos elevados de saúde pública é de divulgar que não há cigarro bom, todos eles são letais, sejam os de baixos teores, bali, palha, charuto ou cachimbo, todos sem exceções matam, porque é muito comum nos interiores de Minas Gerais e Goiás na área rural, o sertanejo dizer que o fumo de rolo não faz mal.
O governo gasta milhões com a saúde publica no tratamento das doenças provocadas pelo fumo, e os impostos arrecadados não compensam os gastos em hospitais. O tabagismo, hoje, mata mais que a soma das mortes por AIDS, cocaína, heroína, álcool, suicídios e acidentes de trânsito. Se medidas efetivas do controle do tabagismo não forem tomadas, em 2020, um resultado alarmante e poderá ser estampado na ONU, quanto ao número de 10 milhões de mortes, onde 70% vão estar em países em desenvolvimento.
As ações das substâncias maléficas do cigarro ocorrem não só sobre o fumante, mas também sobre o não fumante exposto à poluição ambiental, pois é sabido cientificamente que a fumaça do cigarro é uma mistura de 4700 substancias tóxicas diferentes.
Por exemplo: monóxido de carbono (veneno que sai do escapamento de carros), amônia, acetona, formaldeído, formol (substância que se usa para conservar cadáveres), acetadeído, acroleína, nicotina e alcatrão que concentra 43 substâncias cancerígenas, dentre estas estão o arsênico, níquel, benzopireno, cádmio (componente de pilhas) chumbo (metal pesado), além de resíduos de agrotóxicos nos produtos agrícolas como por exemplo o DDT e substâncias radioativas como Polônio 210 e Carbono 14 que demoram mais de 20 anos para saírem do organismo humano.
Dados:
Cerca de 80.000 mil pessoas morrem precocemente devido ao tabagismo o que equivale a 8 brasileiros morrendo por hora por causa do cigarro. Isto tende a crescer, se nada for feito.
30% de mortes por câncer
90% de mortes por câncer nos pulmões
85% de mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica
25% de mortes por doença cérebro vascular
(fonte: Relatório da ONG – Unidos Contra o Tabagismo março de 1987)
Outras doenças:
Aneurisma, Tromboses, Ulcera digestivas, Infecções Respiratórias, Impotência no Homem.
Ricos de Fumar na Gravidez:
Abortos espontâneos, nascimento prematuro, bebê abaixo do peso, mortes fetais de recém-nascidos, complicações de placenta, hemorragia, sangramentos.
Ambientalmente:
1) Além da poluição gravíssima, o desmatamento que ocorre na indústria do cigarro. Vimos que no plantio e cultivo do tabaco são empregados fertilizantes químicos, agrotóxicos, e desbrotantes em grandes quantidades para reesterelizar o solo e exterminar as pragas que causam doença, e principalmente o câncer no agricultor e sua família, além da contaminação da água e o solo.
2) No processo de produção de cigarros é usada lenha na secagem das folhas, onde se chega proporcionalmente a queima de 1 árvore para cada 300 cigarros produzidos. Portanto a cada 300 cigarros consumidos o planeta perde uma árvore que poderia estar produzindo oxigênio para a vida de crianças, adultos, animais e outras plantas.
O que podemos afirmar que o cigarro traz um vicia maléfico, tido como um campeão de espalhar a morte no mundo inteiro e prejudicar também o meio ambiente.
(*) Rowan Pedro de Araújo é graduado em Administração de Empresas com Habilitação em Marketing é Pós Graduado em Meio Ambiente com Ênfase em Desenvolvimento Sustentável e Economia Local
Os tempos, a Economia Globalizada, a tecnologia da informação e o mundo eletrônico / virtual que envolve as relações e o meio ambiente, mudaram e vão continuar mudando.
As industrias de produtos e serviços por estarem em ambiente competitivo e dinâmico geram neste contexto uma relação fortíssima com mundo eletrônico.A tecnologia da informação já revoluciona as relações de mercado. Sentimos impacto no comportamento, hábito de consumo, velocidade das decisões e atitudes das pessoas em situações cada vez mais comuns.
A economia mundial aqueceu de uma hora para outra alterando o cenário que tínhamos até pouco tempo atrás, e assim está havendo uma grande corrida nas empresas para atender a demanda mundial de produtos e serviços e muitas vezes sem um sistema eficiente para suportar as demandas. A China está em plena fase consumidora com a maior população do planeta de todos os produtos praticamente, que são fabricados no mundo, e insumos também. Isto impõe um ritmo diferente da produção mundial.
A escala de produção de insumos é assustadora, porque o mundo não estava preparado para absorver esta engrenagem disparada. No Brasil isto tudo é agravado ainda mais por falta de investimentos na infra-estrutura em macro logística, assim como em tecnologias e modernização de setores vitais como estradas, portos e aeroportos, educação, energia, saúde e outros segmentos da nação.
Outro fator que amarra o Brasil são as leis, burocracia, política tributária inadequada que afetam a competitividade do país. Um problema emblemático permanece, a educação e preparo das pessoas. Estamos bem abaixo dos padrões da educação escolar dos vizinhos Chile e Argentina, um assunto que merece muita atenção, o empregado da industria brasileira estuda menos tempo do que .os coreanos, 50% em média. Faltam cientistas e as políticas de incentivo as pesquisas não são atuantes como deveriam.
Recentemente nas pesquisas na Faculdade vimos Cases de empresas vivenciando estes cenários em diversas partes do mundo. Muitas investiram em tecnologias de ponta, construíram prédios e galpões gigantescos, importaram máquinas, contratarem pessoas e software recomendados por autoridades em consultorias industriais, mas os resultados não vêm sendo o esperado.
Notamos que não adianta possuir tudo isto sem pessoas experientes, qualificadas e comprometidas ou energizadas com a identidade e cultura da industria. Os gestores devem entender que a industria na maioria das vezes só evolui se as pessoas estiverem preparadas para o sistema; este sistema estiver preparado para estas pessoas. E quando falamos em sistemas estamos falando dos fatores técnicos e comportamentais também; e que todas industrias do mundo, indiferente do tamanho, número de empregados e faturamento, sempre estarão compostas das Máquinas, Procedimentos e Pessoas, ou na linguagem de vanguarda o mesmo que Hardware, Software, Humaware, bases que sustentam as empresas.
Observamos nesta ênfase que algumas industrias rios de dinheiro em treinamentos para evoluir,
mas não tiveram o retorno esperado, porque muitos gestores, executivos e profissionais, alguns da própria área de Recursos Humanos; e de todos níveis e negócios, não entenderam ainda que o treinamento do empregado é diferente da educação do empregado. Outros profissionais de Recursos Humanos, adeptos desta realidade não tiveram autonomia na industria para trabalharem devidamente estas vertentes, enfrentando fortes resistências em níveis estratégicos . Diante desta situação o elemento pensante, o empregado se depara em situações às vezes indesejáveis e rendendo menos do que deveria, reduzindo a capacidade de destaque da industria do Brasil no competitivo no cenário mundial.
Vimos também os efeitos das inexperiências industriais, a importação caríssima de equipamentos projetados para o trabalho em temperaturas extremamente baixas, apropriadas para a Europa, serem vendidos para o Brasil, pais de temperatura tropical. Não foi enxergada a diferença de eficiência para o trabalho em determinada geografia. Importar soluções sem a experiência de campo, a técnica e a prática, às vezes trazem junto problemas de difíceis de soluções, e a geração destes problemas tem a origem na inexperiência de profissionais da industria Estamos em uma era onde não se pode investir mal e as industrias precisam de verdadeiros atiradores de elite do negócio em que trabalham, e só se faz atiradores de elite com treinamentos, técnicas e conhecimento do que faz..
Podemos definir que o treinamento na prática é para desenvolver as habilidades da tarefa do empregado e a educação é para desenvolver a cultura ou valores da industria que atua, conciliando as atitudes do empregado no ambiente onde está inserido, elevando o moral, identidade, percepção e orgulho de trabalharem nesta industria. Portanto a educação e o treinamento devem andar em velocidades sincronizadas para agregar a produtividade gerando resultados, e sendo devidamente coordenada por pessoas experientes.
A arte de gerir e compatibilizar estas velocidades citadas que farão verdadeiros executivos e gerentes na vanguarda empresarial, focando na qualidade das pessoas e os processos que executam, planejando e formatando as atitudes em equipe.
Nestas coordenadas estratégicas é imperativo a aplicação dos conceitos de preservação do meio ambiente, ética, sustentabilidade, e responsabilidade social, que se tornaram regras fundamentais para eficiência total. A sociedade em geral exige o comportamento positivo, e uma postura amplamente responsável com o local onde vivemos.
Esta mesma sociedade e a própria evolução cultural do século XXI exige que a educação do empregado e o tratamento na empresa sejam padronizados, inclusive terceirizados, por serem atributos de uma industria para fazer uma base respeitada e com reputação diferenciada para os clientes, comunidade vizinha, sociedade, acionistas, empregados, e fornecedores.
Produção Limpa, Eficiência Geral, Ecoeficência, Valor Eco-industrial, Produção Verde serão as novas palavras pronunciadas. Estas palavras têm uma relação segura com o modelo empresarial onde a Melhoria Continua é uma resultante da Administração Humana, capaz de conciliar uma base competitiva e sustentável nos processos, produtos, serviços e atitude das pessoas..
No Brasil há falta de empregados experientes em um momento que a industria está aquecida. Falta mão de obra técnica capacitada, que conhece o inicio físico dos processos e ali os os opera com segurança e eficiência, sabendo o que faz, e o que lhe o deriva as falhas ou os procedimentos incorretos nas cadeias seguintes.Em síntese os profissionais que tem o senso adquirido da previsibilidade de problemas na produção, manutenção e gestão de processos.
A saída encontrada em muitas empresas, porque muitas possuem particularidades próprias foi buscar os aposentados para transmitir o conhecimento que está faltando, e sem conhecimento ou a experiência há grandes perdas (desperdícios), que elevam os custos. Elevando os custos o lucro é menor. e com o lucro menor, aparecem baixos índices de produtividade, uma marca que ninguém quer.
Estamos na ERA DO CONHECIMENTO, que forma uma espécie de sinônimo de dinâmica das dinâmicas, porque o conhecimento é uma ENERGIA ATIVA que vem do celebro e associada à inteligência artificial , ou a tecnologia da informação, que faz visualizar as empresas de uma forma
abrangente possibilita a segurança de determinar, metas e patamares com novos objetivos e parâmetros de eficiência em um cenário de decisão favorável.
Desta forma existe uma obtenção de resultados cada vez mais melhorados. É formado um conjunto de inteligência compatível, capazes de multiplicar a própria eficiência, assim como replanejar com rapidez e obter ganhos maiores em cima do que estava planejado segundo atrás.
O ideal em um processo moderno de gestão industrial é ter disponível um conjunto de ferramentas que se associam às táticas de competir e simultaneamente buscar uma forma própria e ativa em todos os sentidos da cultura organizacional da industria, mas sempre coordenado por pessoas que sabem o que fazem, experientes, competentes e cada vez mais comprometidas aos fatores técnicos e comportamentais atrelados ao ambiente das organizações, onde o elemento humano possa estar inserido em primeira linha do Planejamento Estratégico amplamente disseminado do simples operador ao mais alto executivo, guardadas as devidas proporções.
As pessoas são forças de sucesso em qualquer projeto que visa o êxito e uma forma racional de estabelecer uma sólida competência de padrões, atitudes e mudança.
E quando falamos em mudanças no ambiente da industria, governo de países, estados, prefeituras, hospitais, escolas e tudo mais, elas devem ser feitas com cuidado e sem modismo, ou para agradar o Diretor, Presidente, ou qualquer que seja. Como o mestre Kotler, o expoente do Marketing diz: “Para que uma industria atinja seus objetivos, devem preparar seus homens de tal maneira, que aceitem as coisas que não devem mudar e tenham coragem e habilidade para mudar o que deve ser mudado, e principalmente, que reconheçam a diferença entre ambas.”
Outra que não esqueço foi dita pelo nosso professor de Administração Aplicada, Ney Goembê: “Duas industrias podem ter a mesma capacidade fabril, atuarem no mesmo mercado, possuírem a mesma tecnologia e o mesmo número de empregados, em muitos casos uma fará sucesso e a outra estará fracassada, porque a diferença vai estar nas pessoas”.
(*)Rowan Pedro de Araújo – Administrador de Empresas com Habilitação em Marketing, Pós Graduado em Meio Ambiente e Economia Local, Pós Graduado em MBA – Gerência de Projetos PMI
DIA 22 DE MARÇO, DIA INTERNACIONAL DA ÁGUA
No momento em que pegou pela primeira vez uma pedra ou um galho de árvore para usar como ferramenta, o homem alterou irrevogavelmente o equilíbrio entre ele e o seu meio ambiente. Enquanto o número dessas ferramentas permaneceu pequeno, seus feitos demoraram muito tempo para espalhar e causar mudanças. Mas à medida que aumentou, o mesmo ocorreu com seus efeitos; quanto mais ferramentas, mais rápido as mudanças (James Burke)
Lembro-me que no inicio dos anos 2000 em um encontro com o Dr.Eliezer Batista, senti a sua nítida preocupação com os problemas de meio ambiente e onde ele afirmava que o desenvolvimento a qualquer preço tem um preço alto demais. Como se podem contabilizar os custos das mudanças climáticas e dos desastres que ela pode causar? Talvez em algum tempo, não mais estejamos falando em desenvolvimento sustentável’’. Quando falamos em “desenvolvimento” todos saberão, que ele só pode ser sustentável.
Desenvolvimento Sustentável é uma forma de desenvolvimento econômico que não tem como paradigma o crescimento, mas a melhoria da qualidade de vida; que não caminha em direção ao esgotamento dos recursos naturais, nem gera substâncias tóxicas no ambiente em quantidades acima da capacidade assimilativa do sistema natural; que reconhece a existência de outras espécies; que reconhece o direito da outras gerações futuras em usufruir o planeta tal qual o conhecemos; que busca fazer nas atividades humanas funcionarem em harmonia com o sistema natural, de modo que este tenha preservado suas funções de manutenções da vida por um tempo indeterminado.
Disse-me com a inteligência de sempre que: “a Água é o maior problema do século. Hoje, há oitenta e seis países com problemas dramáticos de água. As pessoas pensavam: “ A água não tem valor, foi a natureza que nos deu”. Não é mais assim. Você tem de pagar pela água boa, ela é um insumo. A partir disso vão surgir problemas de toda espécie. A água vai ser um fator distúrbio, um dos pilares de infra-estrutura, daqui para frente, se não for o mais importante, porque água é vida. Sem água você não sobrevive. Você sobrevive sem eletricidade, mas não sobrevive sem água. E o Brasil, no grupo dos chamados países emergentes, desfruta de uma posição privilegiada quanto a alguns ativos naturais, entre eles, a água. Se forem corretamente utilizados, esses ativos podem garantir algumas importantes vantagens competitivas, dentro do processo de globalização para concorrer com os outros países. Mas que para isso ocorra, é necessário, obviamente que haja uma interação entre o setor privado e o governo. É o que temos procurado obter, por intermédio do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável” finaliza o navaerense.
CEBDS é o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, reúne os representantes das principais empresas do Brasil com a finalidade de introduzir políticas empresariais de proteção ao meio ambiente e adoção de tecnologias e investimento na ecoeficiência, e tem o Dr.Eliezer na cadeira de uma das Diretorias. O CEBDS é o maior núcleo das decisões voltadas à cultura de Desenvolvimento Sustentável no Brasil, tendo uma reconhecida ação neste sentido.
A todos que lutam por um lugar onde a espécie inteligente saiba encontrar o equilíbrio com os milhões de seres com os quais compartilha seu destino. Esta é uma contribuição à maior missão humana do século XXl, a conservação do planeta. (Autores do Dicionário Brasileiro de Ciências Ambientais – Thex Editora)
Rowan Pedro de Araújo – Administrador de Empresas, Pós Graduado em Marketing, Pós Graduado em Meio Ambiente e Economia Regional, Pós Graduado em Gerencia de Projetos –MBA PMI 26/03/2008
Como surgiu a Internet seus efeitos e a importância no mundo atual, vanguarda, eficiência e muitas coisas mais
A origem da Internet é muito estudada, devido a sua importância no mundo atual. Os estudiosos dizem que remonta aos anos 60. Era a época da Guerra Fria entre as duas potências mundiais, os EUA e a União Soviética, onde as preocupações com os ataques e todo tipo de estratégias militares eram amplamente estudadas por homens extremamente inteligentes e criativos a serviço destas potências. Eram físicos, químicos, engenheiros de todas as especialidades e por aí afora. As inovações na manipulação de dados eletrônicos provinham principalmente de iniciativas militares.
No Department of Defense, o Ministério da Defesa americano, estudava-se com uma visão estratégica uma forma de melhor proteger os importantes dados militares. Mesmo no caso de um ataque inimigo, precedido de bombardeios, os dados não deveriam ser destruídos. A única solução técnica e totalmente viável, era uma rede eletrônica eficiente de dados.
Os mesmos dados deveriam estar armazenados em diversos computadores militares, distantes uns dos outros. Quando houvesse modificações, os dados deveriam ser atualizados em todos os computadores no menor espaço de tempo possível. Cada computador deveria ter várias opções de vias de comunicação com todos os outros. Desta forma, a rede continuaria funcionando mesmo que um computador ou uma via de comunicação fossem destruídos, preservando assim o histórico e o aglomerado de informações que delineavam os interesses militares. Neste ambiente nasceu a Internet que vem dominando a comunicação do planeta.
A cultura militar americana, queira ou não, trouxe muitos avanços tecnológicos ao mundo todo, o mais relevante seja talvez a origem da Internet, conforme abordamos neste pequeno resumo. Também de cunho militar, podemos observar que o funcionamento hierárquico do exército foi decisivo na composição de algumas abordagens da Teoria Geral da Administração.
Esta distribuição do sistema hierárquico ou funcionamento dos exércitos do general ao soldado, por exemplo; que reforçou a formatação do organograma nas empresas e até hoje fazem parte dos mais variados cenários e porte das organizações, assim como o clero que teve seu modelo também hierárquico influenciando a gestão setorial das primeiras organizações.
Em um processo bem mais avançado, muitos consideram no Marketing uma forte influência da cultura militar, porque na prática do Marketing, muito se aplica estratégia competitiva para vencer concorrentes de produtos ou serviços.
Estratégia é um procedimento típico do pensamento militar, mudar posição para vencer, avançar no momento certo, ganhar espaço geográfico, reforçar o campo de domínio. Na linguagem do Marketing estas táticas estão espelhadas em mercado consumidor em um ambiente de forças concorrentes, onde o Marketing atrela estratégias para vencer, o que tem certa relação de ação desta cultura que estamos citando, e as Estratégias de Marketing com uso da Internet acirram ainda mais as concorrências.
A Internet tem revolucionado o mundo dos computadores e das comunicações como nenhuma invenção foi capaz de fazer antes. A invenção do telégrafo, telefone, rádio e computador prepararam o terreno para esta nunca antes havida integração de capacidades. A Internet é, de uma vez e ao mesmo tempo, um mecanismo de disseminação da informação e divulgação mundial e um meio para colaboração e interação entre indivíduos e seus computadores, independentemente de suas localizações geográficas.
Para 2008 a previsão é que o número de conectados em banda larga chegue a 8,3 bilhões, levando o mercado a alcançar o patamar de dois bilhões de reais movimentados com a tecnologia.
Pesquisas de alguns sites da Internet mostram que:
“O número de internautas residenciais ativos em dezembro de 2007 ficou em 21,4 milhões de indivíduos, 48,4% mais do que em dezembro de 2006 e 0,7% menos que no mês de novembro”. Também continuamos a ser o país com maior tempo médio de navegação residencial por internauta entre os 10 países monitorados pela Nielsen/Netratings, com 22h59min, 5 minutos menos que em novembro de 2007 e 1 hora e 20 minutos acima do tempo de dezembro de 2006. Completam a lista dos cinco países com maior tempo por pessoa no domicílio a França (20h34min), os Estados Unidos (19h47min), a Alemanha (19h00min) e o Japão (17h46min). (Itália, Espanha e Reino Unido ainda não divulgaram seus dados de dezembro de 2007).
O crescimento do alcance indica que o “Comércio Eletrônico” cresce mais que a própria internet, que por sua vez, apresenta índices inéditos de aumento de sua base de internautas. “São números excelentes, que devem corresponder a números recordes também no número de transações e valores transacionados no período de festas”, complementa Magalhães.
Já no período de um ano, enquanto a internet residencial ativa cresceu 48,4% em número de usuários no período, algumas categorias cresceram muito mais: “Automotivo” (70,4%), “Casa e Moda” (70,1%), “Viagens e Turismo” (55,6%), “Computadores e Produtos Eletrônicos” (50,9%) e “Entretenimento” (50,8%).
Em dimensão trimestral, o total de pessoas com acesso residencial à internet em dezembro de 2007 continuou a totalizar 32,1 milhões de indivíduos com dois anos ou mais, número 45,5% maior que o do mesmo período do ano anterior”.
Isto tudo mostra a força da Internet, gera qualidade, agilidade, dinâmica, vanguarda e eficiência. No mundo acadêmico, nas empresas, nas escolas, no comércio em todas as indústrias e todos outros segmentos a Internet está presente.
Vi uma série de trabalhos envolvendo a Internet que me chamaram a atenção. A Internet está reduzindo a distancia, a história e o tempo de resposta em vários processos, e mais; tem gerado conhecimento, histórico, tecnologia de gestão e muito mais. .
Vi um trabalho de um médico que propunha um Banco de Dados Internacional da Saúde, desde o seu nascimento, a pressão que nasceu os resultados dos exames de sangue, e um dia que você estivesse na Alemanha daqui a 30 anos, um medico de lá era capaz de ver todo o comportamento de sua saúde desde, o dia de seu nascimento. Vendo quais remédios já tomou, quais cirurgias passaram e ainda com um módulo de pesquisas de tendência genética abrangendo software capaz de combinar dados de até três gerações ascendentes. Um veterinário apresentou o chip ligado aos cavalos e bois de raça, combinados a sensores das baias, currais e antenas próprias, fixadas nas pastagens de sua fazenda de seu escritório no Rio, sabia a movimentação de seus animais no Mato Grosso, e tem projeto de associar ainda a imagem neste processo.Uma dupla de Administradores de Empresas donos de uma Administradora de Condomínios, apresentou um software que é capaz de prover na Intranet do condomínio a leitura do consumo de água, energia, gás e resíduos gerados, balanço financeiro e outras 93 informações.
E são exemplos simples entre milhares que já existem, mas que deixam clara a presença da Internet em todas as palavras que pronunciamos neste século e sem exceção.
Um Analista de Sistemas já coloca outros grandes desafios, ao dizer que à medida que temos grandes avanços e soluções, temos também grandes problemas. Ele cita que na Internet se encontra pedofilia, terror, redes criminosas e tudo mais. Como defender cada vez mais dos hackers e a própria evolução deles? Eles podem destruir dados importantes, destruírem arquivos imprescindíveis e causarem grandes problemas.
Estes riscos e esta preocupação vão crescer junto com a Internet, e quando falamos de Internet, falamos em um mundo, onde um simples comando eletrônico movimenta milhões, decisões gigantescas são tomadas, informações rodam o planeta em segundos, grandes negócios são fechados, e neste momento conectam milhões de computadores e pessoas. A dimensão de tudo isto é grande e fantástica do controle do desmatamento do planeta a uma mensagem irônica, ou mesmo o aviso de um pagamento de um aluguel, tem sempre as grandes vantagens de um lado e os riscos de outro.
Rowan Pedro de Araújo – rowanpedro@gmail.com, Administrador de Empresas com Habilitação em Marketing, Pós Graduado em Meio Ambiente, Pós Graduado em Economia Local, Pós graduado em MBA- Gerencia de Projetos PMI, Membro da Fundação Cezar Diaz de Pesquisas Industrias
O BRASIL E AS MORTES NO TRÂNSITO
*) Rowan Pedro de Araújo Um assunto que vem chamando a atenção de muitas pessoas no Brasil é a quantidade de mortos nas rodovias e ruas do país. Tecnicamente os dados de pesquisas variam muito, porque algumas consideram os óbitos após o acidente, ou seja, depois das internações nos hospitais e outras não. A metodologia de coleta de dados é conflitante e não obedece a um padrão, inclusive entre os órgãos envolvidos, o que dificulta a obtenção dos dados exatos, O que nos obriga a trabalhar com estimativas e médias ponderadas.
Outro fato, é que surgem novas observações atreladas ao hábito e capacidade econômica da população brasileira, que muda a nossa visão. Uma observação importantíssima vem de um colega de pesquisas, muito estudioso por sinal. Falo do Economista Heriberto Gonçalves, indicando que maior parte dos brasileiros tem o poder aquisitivo somente para comprar carro modelo 1.000, o carro popular, e que o mesmo não é indicado para viagens, mas que vem sendo utilizado com famílias inteiras em rodovias de alta velocidade, onde se torna necessária a ultrapassagem de carretas, e este tipo de carro não têm potência de motor para atingir desempenho compatível da velocidade de ultrapassagem, inclusive nas subidas.
É de nosso conhecimento que o carro popular nunca foi feito para viagem, e a sua concepção é de uso para área urbana, e isto não teve historicamente no Brasil, nenhum processo informativo transparente em massa para o povo brasileiro, consumidores, tanto pela indústria automobilística, quanto o governo, que até incentivou o uso destes veículos como forma de reduzir o consumo de derivados de petróleo e que pode ter causado um grande problema se estes primeiros levantamentos de Heriberto Gonçalves estiverem certos.
Desinformado muitas das vezes, ou movido pela emoção e vaidade, um grande número brasileiro opta por viajar no carro popular com a família inteira em rodovias velozes de ultrapassagem perigosa, colocando a vida em risco de várias pessoas e sendo vitimas de acidentes.
Outro dado que ele pretende trabalhar é a imprudência do pedestre no transito, ele também provoca acidente e entra na frente de veículos em alta velocidade, e isto está sendo muito pouco estudado e ilustrado em estatística, o que pode resultar em mais um elemento de referência do comportamento dos acidentes do transito urbano. O pedestre também erra e provoca acidentes, e infelizmente esta ocorrência não é registrada, para fins de estudos, que facilitaria nossos levantamento e conclusões.
Heriberto quer provar que as mortes nas estradas sobem na mesma proporção que os carros populares ocupam as estradas brasileiras. Eu particularmente, não tinha esta observação. E ele vai além, ao dizer que à medida que a frota de carro popular envelhece rodando nas estradas; mais acidentes vão ocorrer. E as tendências infelizmente, mostram que ele está certo. Tivemos então, entre estas e outras observações, algumas informações acadêmicas, que certamente podem conter uma variação de mais ou para menos de até 3%, que mostram que o governo brasileiro gasta 28 bilhões de reais nos 1.400.000 Km, de estradas nacionais, sendo 18% asfaltadas com 38 milhões de veículos rodando e deste total 10 milhões com mais de 10 anos de uso.
Mais uma vez está claro a frouxidão das leis e das autoridades municipais, estaduais e federais envolvidas, por não adotarem medidas enérgicas devido o famoso corporativismo, rabo preso de financiamento de campanhas e vínculos políticos que protegem infratores. E alguns chegam a comentar, que o elevado número de acidentes gera um grande interessa para vários segmentos do comércio, o que é inaceitável e considerado falta absoluta da ética e do respeito para com a vida humana. Um exemplo vem de MG, onde donos de Carro Socorro ou Guincho espalhavam óleo em uma curva perigosa da pista de asfalto, para ficar escorregadio provocando acidente e com isto faturarem mais com os seus serviços; e tem outras dezenas de exemplos em demais estados, se ouvirmos mais pessoas.
Outra consideração histórica que devemos colocar neste documento, é de que na Era de Juscelino, que embora acertasse mais e errasse menos na condução do país, as fábricas de automóveis multinacionais vieram para o Brasil junto aos fabricantes de pneus e só se pensou em rodovias, deixando a Política Estratégica de Desenvolver Ferrovias sem a atividade necessária, o que faz o país pagar caríssimo nos dias atuais pelo alto índice de acidente, falta de competitividade logística e fortuna na manutenção, além de apresentam problemas de engenharia e estrutural gravíssimos e muitas rodovias estão ultrapassadas.
Com a preferência política absoluta para rodovias na Era Juscelino, e interesses correlatos, as ferrovias foram esquecidas. Desta forma, o hábito deste transporte não entrou no sangue do povo brasileiro como deveria entrar, a exemplo dos EUA e Europa, esta embora bem menor que o Brasil, teve políticas de transporte terrestre definida sob as luzes dos critérios técnicos, assim como nos EUA.
Jamais iremos duvidar que o transporte ferroviário é mais barato, seguro e eficiente em relação ao rodoviário, em qualquer local deste planeta, tanto para cargas como passageiro é o mais indicado para os paises que possuem a dimensão como a nossa, e que modernas ferrovias no Brasil com custo de manutenção bem inferior, poderiam estar tirando muitos veículos pesados das estradas, reduzindo os acidentes e possibilitando outros sistemas de otimização da economia e do progresso nacional, gastando menos recursos financeiros da união.
Em síntese; interesses na Política Rodoviária e seus aliados apoiados em conluios com os fortes blocos de empreiteiros e outros fatos destas linhas, forçaram a continuada falta de expansão nas ferrovias nacionais como também entraves, para que a revisão das Políticas Estratégicas de Transporte Terrestre com foco nas estradas de ferro não fosse à frente.
Enquanto isso as estradas de rodagem continuam cada vez mais longas, aumentando os custos de conservação e tendo a falta de verbas para manutenção cada vez mais freqüente, fatores estes que convergem para um maior número de morte nas rodovias. O outro problema que se relaciona a tudo isto, é que o setor de transporte no Brasil sempre foi alvo de gastos elevado, corrupções, superfaturamento, fraude em licitações e sempre com as estradas em péssimas condições de manutenção e com operações altamente deficientes de tapas buraco caríssimas e próximas das eleições criticadas até no exterior.
As informações estão com variações, que foram citadas no inicio deste texto, que indicam 45 a 51 mil mortes todos os anos no Brasil e mais de 1.000.000 de pessoas se acidentadas com prejuízos materiais de 2 bilhões de dólares. O governo gasta 15 mil reais com cada vitima não fatal no transito. A cada 20 minutos morre um brasileiro no transito, e a cada 5 minutos ocorre um atropelamento. Em 55 segundos acontece um acidente e a imprudência é evidente, pois 75% acontecem com o tempo bom, 68% nas retas, 61% durante o dia e 79% dos mortos são do sexo masculino. Fizemos outras pesquisas com informações de especialistas, que ouviram a Policia Rodoviária Federal, pessoal do SAMU do ES, acidentados, peritos e professores de Segurança de Transito e concluímos que as principais causas são as mesmas contidas em site oficiais do governo, que são:
1. IMPRUDÊNCIA DOS CONDUTORES; 2. EXCESSO DE VELOCIDADE; 3. DESRESPEITO À SINALIZAÇÃO; 4. INGESTÃO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS; 5. ULTRAPASSAGENS INDEVIDAS; 6. MÁ VISIBILIDADE (CHUVA, NEBLINA, CERRAÇÃO, NOITE); 7. FALTA DE ATENÇÃO; 8. DEFEITOS NAS VIAS; 9. FALTA DE MANUTENÇÃO ADEQUADA DOS VEÍCULOS; 10. DISTRAÇÃO INTERNA DO CONDUTOR (RÁDIO, PASSAGEIRO, CELULAR, OBJETOS SOLTOS NO INTERIOR DO VEÍCULO); 11. AÇÃO EVASIVA INADEQUADA, FRENTE A UM FATOR ADVERSO (BURACO, VEÍCULO PARADO, ETC.); 12. TÉCNICA INADEQUADA AO DIRIGIR VEÍCULO (NÃO OBSERVAR O RETROVISOR EXTERNO E ESQUERDO, POR EXEMPLO); 13. AVALIAÇÃO ERRADA DE DISTÂNCIA E VELOCIDADE DE UM OUTRO VEÍCULO, TANTO NO MESMO SENTIDO (ANDAR NA “COLA”) COMO EM SENTIDO CONTRÁRIO; 14. FALTA DE CORTESIA NO TRÂNSITO; 15. NÃO OBEDIÊNCIA DAS NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA (TANTO PARA CONDUTORES COMO PARA PEDESTRES); 16. FALTA DE CONHECIMENTO E OBEDIÊNCIA DAS LEIS DE TRÂNSITO (CONDUTORES E PEDESTRES); ·. 17. IMPUNIDADE DOS INFRATORES; 18. SENSAÇÃO DE ONIPOTÊNCIA ADVINDA DO COMPORTAMENTO INADEQUADO AO DIRIGIR; 19. FALTA DE EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO; 20. TRAVESSIA EM LOCAIS PERIGOSOS E FORA DA FAIXA OU SEMÁFORO. 21. SONOLÊNCIA, FALTA DE DESCANSO, DROGAS (REMÉDIOS, PSICOTROPICOS, TRANQUILIZANTES, ETC) E FADIGA.
Com o gasto do governo em 28 bilhões de reais por ano com acidentes, o país pode perfeitamente investir 1,6 bilhões de reais (estimado) e equipar com Câmaras de Alta Tecnologia os pontos estratégicos da maior parte das estradas brasileiras que concentram o maior numero de acidentes (muitas privatizadas) e através da documentação das imagens agirem com rigor, estabelecendo ainda a multa de 3% do valor do veiculo infrator a esta e outras modalidades de infração. É um investimento que se paga rápido, se o governo tiver visão técnica e vontade política para solucionar o problema, inclusive com apoio popular, e onde técnicos estimam uma economia de 11,3 bilhões de reais e uma receita com multas de 1,9 bilhões se aplicadas no molde proposto.
Estes levantamentos que fizemos, contou com a participação de 11 pessoas na área técnica de materiais relacionados a câmaras de alta tecnologia´- Circuito Fechado de TV e 41 pessoas, que sofreram acidentes ou dirigem pelas estradas do Brasil; e que já tiveram problemas no transito. Elas basicamente disseram que as leis nacionais só funcionam com multas e que elas, assim como as punições do âmbito são ainda muito brandas e não inibem os infratores que voltam a cometer todo tipo de infração.
Os dados para estimar o custo de quantidade das câmaras foram com georefereciamento e em caso da adoção da tecnologia de câmaras, o efetivo da policia rodoviária federal poderia ter um centro de monitoramento e otimizar a fiscalização com muito mais eficiência e evidencias para tomar decisões e punir infratores nas rodovias brasileiras.31/01/2008
(*) rowanpedro@gmail.com - Administrador de Empresas com Habilitação em Marketing, Pós Graduado em Meio Ambiente, Pós Graduado em Economia Regional, Pós Graduado – MBA em Gerência de Projeto.
O fim da Amazônia está perto, se nada for feito
Rowan Pedro de Araújo
Um trabalho elaborado por nossos colegas do MBA na disciplina de Desenvolvimento Sustentável está precedido de dados alarmantes. A pesquisa mostra que 3500 caminhões circulam com madeira ilegal diariamente por toda Amazônia; e mais de 2500 levam toras para as serrarias utilizando caminhões na maioria das vezes sem qualquer cuidado de segurança com os freios, faróis e outros assessórios, elevando a quantidade de acidentes no perímetro urbano e rural destas regiões. Acidentes matam, pessoas provocam prejuízos incalculáveis, as perdas humanas nas famílias geram sério trauma humano. Outro custo, em minha opinião bem menor está nos hospitais e previdência social . Depois da madeira serrada é destinada aos consumidores, através de carretas modernas e velozes com motoristas usando energéticos para capacitá-los a mais viagens de ida e volta nas movimentadas e perigosas rodovias do Brasil que matam mais de 50 mil pessoas por ano elevando as estatísticas de acidentes. A maior concentração das rotas é São Paulo, onde o mercado paga mais pela madeira serrada. E as carretas atravessam estados inteiros da união federal, passando em postos fiscais de receitas dos órgãos do governo, vigilância policial e outros. Vale ressaltar, que às vezes existe a distribuição de propinas, uma realidade já vista e flagrada por televisão mostrando ao Brasil inteiro. Quase tudo, passa sem pagar um centavo de imposto. Há também o trânsito por estradas e até pedágios clandestinos de fazendas particulares pela madrugada, que são mapeadas e conhecidas pelas autoridades que não agem neste problema. Todos estes crimes, ações fraudulentas e irresponsáveis são vistas em plena luz do dia e na frente das grandes autoridades municipais, estaduais e federais, que mostram um conjunto de frouxidão, protecionismo por motivos políticos e rabo preso de financiamento de campanhas. Este é o verdadeiro ambiente do câncer, propina / corrupção que vem dilacerando o país, sendo mostrada nas televisões, jornais e páginas da Internet durante 360 dias com pouca ação das autoridades. Isto vem ocorrendo há décadas no Brasil com entrada e saída de governos, envolvendo todos os assuntos e níveis de autoridades existentes. Uma verdadeira vergonha! . Muitas promessas, mas pouquíssimas ações locais mostram eficiência. A velocidade do desmatamento deixa evidente a morte das florestas que dão o lugar para as 80 milhões de cabeças de gado, e isto em pouquíssimo tempo. Nós estamos falando de uma população bovina equivalente em números a 8 vezes a população humana de São Paulo, para fins de ilustrar estes quantitativos, sem considerar a gigantesca área de plantio de soja, que apesar de não temos os números levantados, temos a certeza absoluta de que cresce sem parar e de forma acelerada nos últimos 20 anos, a ponto dos próprios políticos do que ficam em Brasília e pouco conhece da Amazônia distribuírem nos cenários diversos, números inconsistentes. Para medir os indicadores de desmatamento da Amazônia é necessário conhecê-la, entender a peculiaridade da região, e saber que o desmatamento ocorre de forma pesada de maio a outubro. Em novembro a abril são menos intensos e vão aparecer nos satélites e outras tecnologias / ferramentas de analise com a dimensão residual. Os verdadeiros técnicos que estudam meio ambiente, e principalmente da Amazônia sabem desta realidade; e que o desmatamento é sazonal e sempre possuem o cuidado de fazer comparações de um mês para o outro, assim como de ano para ano. Estes cuidados na leitura dos dados é muito importante para afirmar se o desmatamento aumentou ou reduziu. Temos visto no ambiente político algumas distorções destes dados, e sua divulgação errônea que deixa a classe técnica a lamentar. Este é um pequeno exemplo de um dos porquês que as pessoas de conhecimento técnico não se dão bem com os políticos em maioria absoluta das vezes. O técnico enxerga a essência de um problema, e o político à conveniência que lhe garante alguma oportunidade, para tirar proveito das situações. Existem exceções, mas poucas. O problema da Amazônia é grave, criminoso e fraudulento sob todas as visões que vão desde ao meio ambiente, passa pela segurança humana até a sangria dos cofres da nação que não arrecada praticamente imposto em relação ao tamanho das fraudes; e ainda paga altas somas com os acidentes e a desvalorização da imagem do país com o trabalho escravo que é também fruto do que estamos comentando. Como venho dizendo em alguns estudos, artigos de minha autoria e entrevistas, após viver 17 anos na Amazônia, que o Exército Brasileiro, uma entidade confiável deveria assumir a educação ambiental e a defesa da Amazônia com autonomia total, orientado por um trabalho ecológico. A atividade pecuária já ocupa 78% do espaço que tinha as florestas nativas da Amazônia, que está caminhando para o seu fim. O verde está dando lugar às cinzas e a desertificação. E mais; passam anos e entram anos e a frouxidão dos órgãos públicos as leis, os interesses políticos, propinas e corrupções conspiram juntos para matar o maior patrimônio verde do planeta. A Amazônia neste ritmo vai estar morta dentro de poucos anos.25/01/2008
(*) rowanpedro@gmail.com, Administrador de Empresas com Habilitação em Marketing, Pós Graduado em Meio Ambiente, Pós Graduado em Economia Regional, Pós Graduado em MBA – Gerência de Projetos, Colaborador do Jornal Realidade Brasileira